Venezuelanos protestam contra atuação israelense e americana em Caracas

Venezuelanos intensificam protesto contra atuação israelense e americana na capital; críticas à “ocupação imperialista”.

24/07/2026 21:01

3 min

Manifestantes queimaram bandeiras de Estados Unidos e Israel durante protesto em Caracas, nesta sexta-feira, 24 de julho.
Manifestantes queimaram bandeiras de Estados Unidos e Israel dur...

Organizações políticas e movimentos populares realizaram um ato na tarde desta sexta – feira, dia 24 de julho, em Caracas contra a presença crescente de funcionários israelenses no país.

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A mobilização ocorreu durante o feriado nacional que celebra Simón Bolívar, considerado libertador e primeiro presidente da Venezuela. Os manifestantes criticaram veementemente a aproximação entre o governo interino liderado por Delcy Rodríguez e Israel; segundo informações do local, uma missão técnica composta por 30 especialistas foi enviada para atuar na reconstrução após os danos causados pelo duplo terremoto ocorrido ao fim de junho.

Manifestações denunciam “ocupação imperialista”

Os participantes apontam um profundo retrocesso nas relações internacionais venezuelanas desde as rupturas diplomáticas estabelecidas em 2009, quando Hugo Chávez cortou laços com Israel devido à solidariedade expressa ao povo palestino durante ataques militares na Faixa de Gaza.

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Para o Partido Pátria Para Todos (PPT), a manifestação representa resistência contra essa “capitulação” e ocupação imposta por potências estrangeiras.

“Hoje estamos aqui não apenas para celebrar Simón Bolívar,” afirmou Pedro Uzcátegui, dirigente do PPT; “estamos ratificando que nos negaremos totalmente à capitulação.” Ele fez um paralelo histórico forte entre os ideais bolivarianos e as atuais tensões geopolíticas no país.

Críticos veem ajuda humanitária como fachada

A crítica aponta o falso discurso da assistência internacional

Enquanto a delegação de Israel foi contatada pelo governo interino com o objetivo de realizar avaliações técnicas em cerca de mil edifícios danificados estruturalmente — desenvolvendo até mesmo planos nacionais para áreas afetadas, incluindo La Guaira —, movimentos populares denunciam que essa ação é uma cortina de fumaça.

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Zuleika Matamoros, do movimento Primeiro de Maio, classificou tal auxílio humano como um “falso discurso” destinado apenas a encobrir qualquer tipo de ocupação.

Posicionamento político e anti – imperialismo na Praça Bolívar Setores políticos reafirmam luta pela soberania nacional Apesar das críticas à missão técnica israelense – cuja presença deve continuar “assessorando” o trabalho após encerrar as atividades presenciais no terreno –, diversos expoentes chavista presentes reforçaram seu compromisso com os princípios revolucionários. Íris Varela, deputada do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e ex – ministra; rejeitou que houvesse mudança em relação ao apoio venezuelano à causa palestina.

“Somos um povo anti – imperialista,” declarou a parlamentar PSUV durante o ato de resistência contra violações supostamente promovidas pelo governo estadunidense junto aos órgãos governamentais locais.”

Apesar dos diferentes posicionamentos políticos sobre as relações externas — desde quem vê na ajuda humanitária uma oportunidade até aqueles que denunciam planos maiores —, os manifestantes mantiveram cartazes defendendo explicitamente que tanto cidadãos estaduunidenses quanto israelENSES deixem Caracas, reafirmando em conjunto sua defesa da soberania nacional.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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