Trump afirma que EUA controlarão Estreito de Ormuz e cobrará taxa de 20% sobre cargas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda – feira (13) que o país tomará controle do Estreito de Ormuz e cobrará uma taxa de 20% sobre as cargas que passarem pela região. A declaração surpreendeu analistas e líderes políticos, especialmente porque contraria o que membros do governo haviam dito anteriormente sobre a cobrança de pedágio no local.
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Ainda durante sua fala, Trump se posicionou como “guardião” do estreito, o que levantou preocupações sobre a necessidade de uma presença militar permanente na área. Apenas um dia depois, no entanto, ele recuou nas declarações, indicando uma falta de compreensão da viabilidade dessa proposta.
Contradições nas declarações sobre o Estreito de Ormuz
Trump chocou ao afirmar que os EUA controlariam o Estreito de Ormuz. O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia declarado em maio que um sistema de pedágio na região seria “inaceitável” e “completamente ilegal”. Essa mudança abrupta na postura do presidente sugere a fragilidade das previsões feitas por ele e sua equipe em relação ao conflito com o Irã.
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Além disso, a possibilidade de controlar militarmente o estreito parece impraticável para muitos analistas. A CNN reportou que assessores se esforçaram para dissuadir Trump da ideia logo após suas declarações. Essa situação reflete a falta de clareza do governo sobre a dinâmica da guerra em curso.
Previsões equivocadas sobre a guerra
Desde o início do conflito, Trump tem feito previsões otimistas e erradas sobre a duração da guerra com o Irã. Ele previu repetidamente que os combates durariam apenas “quatro a cinco semanas”, mas já se passaram mais de quatro meses sem sinais claros de resolução.
Em maio, ele chegou a afirmar que “não deveria durar muito”, mas essa expectativa se mostrou infundada.
As autoridades inicialmente projetaram um tipo diferente de guerra e tentaram minimizar os efeitos do cessar – fogo declarado por Trump. Além disso, comentários feitos por Trump sobre os líderes iranianos terem se tornado “racionais” foram rapidamente desmentidos quando as negociações falharam e ele voltou a criticar severamente Teerã.
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A retórica do apoio ao povo iraniano
No início dos ataques ao Irã, Trump incentivou uma revolta popular no país, convocando “patriotas iranianos” a tomarem as rédeas do seu destino. No entanto, quando essa revolução não ocorreu conforme suas expectativas, ele abandonou essa narrativa e passou a descrever os líderes iranianos como “malucos” e “violentos”.
Essa mudança revela uma desconexão entre sua retórica inicial e a realidade no terreno.
Enquanto isso, quando o Irã fechou o Estreito de Ormuz, o governo americano minimizou essa medida como algo sem grande impacto. O Secretário de Defesa dos EUA disse que estavam lidando com a situação e pediu calma à população. Contudo, esse fechamento teve impactos significativos na economia americana.
Expectativas frustradas sobre preços dos combustíveis
Outra promessa feita pelo governo foi que os preços da gasolina cairiam rapidamente para menos de US 3 por galão. Em março, Chris Wright, Secretário de Energia americano, afirmou que isso ocorreria “em breve”, mas atualmente os preços continuam acima desse patamar.
A inflação nos combustíveis reflete não apenas uma falha nas previsões governamentais como também a incapacidade do governo para lidar com as consequências das ações militares na região. As promessas não cumpridas em relação aos preços dos combustíveis servem como exemplo da falta de planejamento adequado diante das complexidades apresentadas pelo Irã.
Acesso ao espaço aéreo iraniano
No início da guerra, tanto Trump quanto Pete Hegseth garantiram que os EUA teriam controle total do espaço aéreo iraniano em pouco tempo. No entanto, essa afirmação se provou falsa quando duas aeronaves americanas foram abatidas pelo Irã em abril.
A sequência dessas declarações reflete uma visão excessivamente otimista e simplificada da situação militar na região. As dificuldades enfrentadas pelas forças armadas americanas colocam em dúvida as premissas iniciais apresentadas pelo governo sobre o conflito com o Irã.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



