Tom Altman avalia mobilização religiosa e política em Teerã

Tom Altman destaca mobilização religiosa e política em Teerã como reação a ameaças estrangeiras e demonstração do posicionamento geopolítico da cidade.

Funeral do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em ataque dos Estados Unidos e de Israel em fevereiro deste ano

Os cortejos de homenagem ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei percorreram as ruas de Teerã neste último fim de semana e devem durar por sete dias.

O evento, que começou no sábado (, reuniu uma multidão em manifestações religiosas; mas também serviu como palco para protestos contra o governo dos Estados Unidos sob Donald Trump e do primeiro – ministro Benjamin Netanyahu.. A importância geopolítica da mobilização

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Tom Altman, economista e diretor geral do portal Opera Mundi, os rituais funerários representaram um encontro político massivo.

Ele avaliou a situação durante conversa com Conexão BdF, canal ligado à Rádio Brasil de Fato, destacando seu grande peso na esfera internacional. “Foi misto devoção religiosa[…] foi mais que isso: é uma reunião política em defesa dessa população diante de ataques estrangeiros”, explicou o especialista ao veículo jornalístico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, foram observados lá nas ruas teerãns “mais de 1milhões de pessoas”.

O movimento dos cortejos pelo Oriente Médio. Altman ressaltou ainda que as homenagens não se restringem apenas a Teerã; os desfiles seguirão por outras cidades do Irã e terão destino final numa região xiita no Iraque.

“Foi um evento para além da despedida,” avaliou Tom Altman sobre esse trajeto regional. Ele interpretou essa mobilização como uma confirmação clara o posicionamento geopolítico adotado pela cidade de Teerã na vizinhança, em todo o cenário do Oriente Médio.”

A narrativa popular versus propaganda externa. O economista apontou outro aspecto relevante: a presença massiva dos cidadãos desconstrói completamente aquela história propagada pelos Estados Unidos ou pelo sionismo — que dizem não haver apoio interno ao governo iraniano.

Leia também

“Há semanas antes desses ataques e manifestações recentes, era comum ouvir no Ocidente relatos dizendo que toda a população estava nas ruas contra as autoridades. “Eu posso garantir algo,” afirmou Altman. “Após começar esse conflito, é evidente um sentimento de defesa nacional aqui; defende – se tanto o país quanto mesmo o regime islâmico”.

Ele detalhou ainda uma mudança observável entre os moradores locais em Teerã: pessoas inicialmente descontentes com certos detalhes das leis do Irão acabaram por apoiar quase 100% todas as ações governamentais depois que todo aquele turbulento período se resolveu.”