TJ-SP mantém ex-delegado Vinícius Martinez no júri popular por homicídio da adolescente Katrina

Vinícius Martinez enfrentará júri popular por homicídio qualificado, após decisão do TJ-SP, em um caso que chocou a comunidade de Promissão.

O corpo de Katrina foi enterrado no dia 5 de agosto de 2024.

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter o caso do ex – delegado da Polícia Civil, Vinícius Martinez, no Tribunal do Júri. Ele é acusado de matar a adolescente Katrina Bormio Silva Martins em uma festa do peão em Promissão (SP), em maio de 2024.

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A decisão foi tomada nesta segunda – feira (3.

Katrina, de apenas 16 anos, foi atingida por um disparo enquanto aguardava seu pai. Durante o evento, Vinícius fez quatro disparos em direção a um grupo de pessoas após uma confusão. O Ministério Público (MP) argumenta que o ex – delegado assumiu o risco de provocar a morte de alguém ao agir dessa maneira.

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Como resultado, ele será julgado por homicídio qualificado.

Desdobramentos legais

No decorrer do processo, Vinícius recebeu apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O MP pediu a manutenção da prisão preventiva do ex – delegado, ressaltando a gravidade do crime cometido. Ao mesmo tempo, a assistência de acusação buscou restabelecer a circunstância do motivo fútil para agravar a penalidade.

A Segunda Câmara de Direito Criminal acolheu o recurso da assistência de acusação e decidiu que Vinícius deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado, considerando tanto o motivo fútil quanto o uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima.

Contexto do crime

Katrina Bormio Silva Martins foi ferida por disparos enquanto esperava seu pai na festa. O autor dos tiros, Vinícius Martinez, disparou quatro vezes durante uma confusão em que ele se envolveu injustificadamente. A situação ocorreu em Promissão (SP) em maio de 2024.

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A adolescente foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Durante as investigações, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que os disparos aconteceram enquanto tentavam prender um homem acusado de desacato contra policiais militares.

Contudo, apurou – se que o delegado atirou sem justificativa em uma abordagem policial que estava sendo realizada com controle pela equipe policial.

Vinícius foi preso em flagrante e sua arma confiscada. Ele responde por homicídio consumado com dolo eventual, qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e pelo fato de ter colocado outras pessoas em risco. Em 2025, um ano após o crime, o ex – delegado pagou fiança equivalente a cerca de 20 salários mínimos e passou a responder ao processo em liberdade.