Polícia Militar recomenda expulsão de soldado que matou estudante de medicina em SP

A recomendação de expulsão do soldado Guilherme Augusto Macedo destaca a gravidade da ação policial e gera novas discussões sobre a conduta da corporação.

03/08/2026 18:50

3 min

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A Polícia Militar de São Paulo recomenda a expulsão do soldado Guilherme Augusto Macedo, acusado de assassinar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta durante uma abordagem na Vila Madalena, em novembro de 2024. O Relatório Final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluiu que a ação do policial foi “desnecessária” e “excessiva”.

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O documento aponta que Guilherme demonstrou ser “refratário aos valores e deveres policiais” ao disparar contra o jovem desarmado e encurralado.

Por outro lado, o Conselho de Disciplina decidiu arquivar o caso do soldado PM Bruno Carvalho do Prado, também implicado no crime. Segundo o relatório, Bruno não participou do disparo e o chute que deu na vítima momentos antes do tiro foi considerado um “golpe legal”, conforme previsto nos manuais da corporação.

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A defesa de Bruno apresentou um Memorial Jurídico à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando – Geral da PM, contestando essa decisão, que classificaram como uma “aberração jurídica”.

Controvérsias sobre a atuação policial

Os advogados argumentam que, por ser o policial mais antigo e experiente da guarnição, Bruno deveria ter atuado para conter a agressividade de seu parceiro. Além disso, os memoriais da família de Marco Aurélio denunciam uma suposta tentativa de obstrução da justiça e falsidade ideológica.

Os documentos indicam que os policiais elaboraram relatórios falsos, alegando que o estudante tentou roubar as armas da equipe, uma versão que foi desmentida por testemunhas.

A defesa também refutou a alegação de que Marco Aurélio estaria sob efeito de drogas no momento da abordagem. Eles afirmam que a única substância detectada em seu laudo toxicológico foi um anestésico administrado pelo hospital durante a cirurgia emergencial.

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Desdobramentos legais

Na esfera judicial, tanto Guilherme quanto Bruno enfrentam a mesma situação. A 4ª Vara do Júri já emitiu uma sentença de pronúncia, encaminhando ambos para julgamento. Os policiais militares responderão por homicídio duplamente qualificado.

A CNN Brasil tenta contato com as defesas dos policiais para comentar sobre os novos desdobramentos. O espaço permanece aberto para manifestações. Para relembrar o caso, Marco Aurélio faleceu em 20 de novembro de 2024, após ser atingido por um tiro durante uma abordagem policial em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

No boletim de ocorrência registrado pelos PMs, foi afirmado que Acosta tentou pegar a arma de um dos policiais no momento em que ocorreu o disparo. Os agentes atenderam a uma chamada no local e relataram que o estudante estava “bastante alterado, agressivo e resistiu à abordagem policial”.

Entretanto, imagens das câmeras de segurança do hotel contradizem essa versão.

Um vídeo gravado pelo circuito interno mostra claramente os dois policiais abordando Marco Aurélio, que resiste e tenta chutar um deles. O estudante foi socorrido ao Hospital Ipiranga, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Em carta emocionante, a mãe do estudante pede a demissão do secretário Derrite em razão das circunstâncias trágicas envolvendo a morte de seu filho.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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