Terremoto de magnitude 7,1 no Japão deixa 25 mortos e provoca destruição em Kumamoto

Um terremoto de magnitude 7,1 abalou o sul do Japão, resultando na morte de 25 pessoas, conforme informou o governo da província de Kumamoto. A maior parte das vítimas estava na fábrica de papel da Nippon Paper Industries, que sofreu severos danos estruturais, e no shopping center da Aeon, onde uma possível explosão de gás pode ter contribuído para a tragédia.
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Além disso, outras nove mortes estão sendo investigadas para verificar se têm ligação com o tremor.
Dentre as vítimas está um operário vietnamita recém – casado que deixou sua esposa e um bebê de sete meses. Em entrevista ao site Kenh 14, Vu Thi Thuy recordou a última conversa que teve com seu marido na noite anterior ao desastre. “Meu filho nunca queria olhar para o pai nas videochamadas, mas naquela noite ele ficou grudado na tela”, contou. “Já passava das 23h quando eu disse: ‘Vamos desligar para que o papai possa dormir.
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Ele tem que trabalhar amanhã.’ Nunca imaginei que aquela seria nossa última ligação.”
Danos em Yatsushiro e preocupações com serviços básicos
A cidade de Yatsushiro sofreu severos estragos; muitas casas foram derrubadas e as ruas ficaram destruídas. A situação se agrava com a falta de água e energia elétrica em meio ao calor intenso do verão. Até esta quinta – feira (30), cerca de 58 mil residências na cidade portuária ainda estavam sem água encanada ou energia elétrica, dois dias após o terremoto.
Akio Matsushita, um funcionário local envolvido nas operações de socorro, afirmou não saber quanto tempo levará para reparar a rede de água gravemente danificada. “Devido ao calor do verão, a falta de água é especialmente difícil”, declarou ele.
As autoridades improvisaram banheiros emergenciais fora da prefeitura devido à inoperância dos banheiros internos, enquanto as temperaturas se aproximavam dos 35 graus Celsius.
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Um representante da Kyushu Electric Power anunciou que a previsão era restabelecer a energia até a noite de sexta – feira (31.
Risco de insolação e esforços das Forças Armadas
Enquanto os trabalhos de resgate prosseguem, um oficial da província alertou sobre o risco elevado de insolação com temperaturas previstas próximas aos 40°C durante o fim de semana. Para mitigar essa situação, as Forças de Autodefesa (SDF) do Japão estão instalando cerca de 300 aparelhos de ar – condicionado em centros de retirada e outros locais importantes em Kumamoto.
Caminhões da SDF já começaram a distribuir tanques d’água em centros comunitários e escolas na cidade de Yatsushiro logo após o terremoto. Os moradores têm acesso limitado a apenas 5 litros de água por pessoa. Masahiro Miyamoto, um residente que ajudava a limpar os escombros do portão desabado de um templo, relatou suas dificuldades: “Voltei para casa após o tremor e encontrei minha casa ainda em pé ao lado dos destroços do vizinho.” Sem água encanada disponível, ele precisou recorrer aos caminhões – pipa militares.
As poucas lojas abertas estavam lotadas com pessoas em busca de suprimentos essenciais; filas longas se formavam nos postos de gasolina. “Seria melhor se desastres não acontecessem”, comentou Miyamoto, refletindo sobre a realidade no Japão.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



