Tecnologia da GFS Foods reduz custos na produção de aves e suínos com inovação brasileira

A inovação da GFS Foods promete transformar a indústria de aves e suínos no Brasil, reduzindo custos e promovendo práticas mais sustentáveis na produção.

Galinheiro em fazenda de criação de aves privada no Rio de Janeiro

Uma nova tecnologia criada pela GFS Foods, totalmente desenvolvida no Brasil, está revolucionando a produção de aves e suínos ao reduzir os custos com alimentação animal e promover práticas mais sustentáveis. Essa inovação substitui parte do fosfato nas rações por uma molécula orgânica que melhora a absorção de cálcio e fósforo pelos animais, diminuindo assim a necessidade de suplementação mineral e reduzindo o fósforo excretado no meio ambiente.

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Luciano Andriguetto, pesquisador e doutor da GFS Foods, explica que essa tecnologia foi idealizada para enfrentar um dos principais desafios na nutrição animal: o alto custo do fósforo, que é um dos insumos mais onerosos na formulação das rações. “Criamos uma molécula 100% brasileira capaz de aumentar a absorção de cálcio e fósforo pelos animais.

Isso nos permite reduzir a inclusão de fosfatos na dieta, diminuir os custos de produção e ainda mitigar a excreção de fósforo”, afirma.

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A valorização do fosfato

Nos últimos anos, o preço do fosfato disparou devido ao aumento da demanda global, especialmente em função da fabricação de fertilizantes e das dificuldades na oferta desse insumo. “Além da economia, que se torna cada vez mais relevante devido à escassez do recurso, nossa solução combina eficiência produtiva com sustentabilidade”, destaca Andriguetto.

A tecnologia já começou a ser implementada comercialmente na produção de ovos e, nos últimos três anos, ganhou destaque na avicultura de corte, principalmente na Região Sul do Brasil, onde se concentra a maior parte da produção de frangos do país.

A GFS Foods também está realizando estudos para expandir essa solução para a pecuária de corte.

Os resultados até agora mostram uma redução nos custos variando entre R 5 e R 25 por tonelada de ração. Além disso, há evidências de ganhos em produtividade, melhoria na conversão alimentar, fortalecimento da estrutura óssea das aves e diminuição das perdas na produção de ovos.

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Atendendo às exigências ambientais

Andriguetto ressalta que essa inovação pode ajudar a atender as crescentes demandas ambientais dos mercados importadores. “Hoje, a sustentabilidade não é apenas um diferencial; tornou – se uma exigência. Ao reduzir o uso de fosfato, diminuímos a pegada ambiental da produção e oferecemos aos nossos clientes uma ferramenta essencial para fortalecer seus programas sustentáveis”, explica.

Embora essa tecnologia não atue diretamente sobre o uso de antimicrobianos, ela pode ter um impacto indireto ao substituir ingredientes como farinha de carne e ossos — usados como fonte de fósforo em algumas formulações. Com isso, há uma redução na necessidade desse ingrediente específico, ampliando as opções para produtores que buscam atender as exigências rigorosas de mercados como o da União Europeia.

A inovação já se consolidou no mercado brasileiro e agora inicia sua fase de internacionalização. Após ganhar espaço na produção nacional, a tecnologia começou a ser exportada para os Estados Unidos, destacando o potencial da pesquisa brasileira em um dos maiores polos mundiais de proteína animal. “O Brasil é um dos líderes globais na produção de proteína animal.

Desenvolver uma tecnologia nacional que reduz custos, melhora a eficiência produtiva e ainda gera benefícios ambientais demonstra que podemos ser protagonistas em inovação no agronegócio”, conclui Andriguetto.