Tarifaço: Pressão empresarial por financiamento deve aumentar, afirma especialista

A pressão dos empresários por apoio governamental deve crescer à medida que novas tarifas dos EUA se aproximam, impactando o comércio brasileiro.

23/07/2026 01:10

3 min

Ilustração mostra bandeira dos EUA com palavra “tarifas”
Ilustração mostra bandeira dos EUA com palavra “tarifas”

A nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos está gerando um movimento intenso entre os empresários brasileiros em busca de apoio do governo federal. Welber Barral, ex – secretário de Comércio Exterior do Brasil, comentou que as pressões dos exportadores por condições favoráveis de financiamento, proteção contra a concorrência externa e acesso a novos mercados devem se intensificar neste atual cenário de incertezas comerciais.

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De acordo com Barral, o governo brasileiro está mais preparado para lidar com essa situação do que no ano passado. “A grande surpresa foi no ano passado”, disse ele, ressaltando que em julho de 2025 diversos setores enfrentaram grandes dificuldades.

Naquele momento, muitas indústrias precisaram se adaptar rapidamente ou até mesmo reduzir seu tamanho para sobreviver às novas exigências. A capacidade do governo em responder à crise foi limitada e muitos empresários ficaram descontentes.

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Desafios futuros e novas tarifas

O especialista também alertou sobre os desafios que ainda estão por vir. Uma nova tarifa, resultante da investigação conhecida como 301, que investiga práticas de trabalho forçado, está prestes a ser aplicada e deve impactar o Brasil assim como outros países ao redor do mundo.

Além disso, os Estados Unidos anunciaram a ativação da Seção 338 — um instrumento que não era utilizado desde 1930 — contra o Canadá. Essa medida pode ser estendida a várias questões setoriais envolvendo outros parceiros econômicos.

Ainda segundo Barral, o ambiente econômico global continua instável. Ele destacou que as empresas brasileiras precisam focar em três frentes principais: a obtenção de financiamento favorável, a proteção contra concorrentes estrangeiros e a busca por novos acordos comerciais. “Essa pressão vai continuar”, afirmou o ex – secretário, indicando que as políticas tarifárias americanas criam um clima de incerteza que exigirá uma mobilização constante do setor privado junto às autoridades brasileiras.

Repercussão entre os empresários

A reação entre os empresários tem sido de preocupação e urgência. Muitos deles acreditam que uma resposta rápida do governo é crucial para mitigar os efeitos adversos das tarifas americanas. Setores como agronegócio e indústria têm se manifestado em busca de garantias para manter sua competitividade no mercado internacional.

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A expectativa é que o governo brasileiro não só reaja às novas tarifas, mas também busque renegociar acordos comerciais já existentes.

Os empresários destacam que medidas proativas podem ajudar a suavizar o impacto das tarifas e garantir acesso contínuo aos mercados estrangeiros. Para eles, a colaboração entre o setor privado e o governo é essencial para enfrentar esse novo desafio comercial imposto pelos Estados Unidos.

Com isso, fica evidente que as articulações entre o setor empresarial brasileiro e o governo precisam ser intensificadas nos próximos meses. O foco deve ser na construção de estratégias eficazes para enfrentar as mudanças nas políticas tarifárias internacionais e garantir um ambiente mais favorável para os negócios no Brasil.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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