Tarifaço dos EUA eleva pressão pela reinstauração da “taxa das blusinhas” sobre importações

O aumento das tarifas dos EUA intensifica o debate sobre a reinstauração da “taxa das blusinhas”, com implicações diretas para o setor têxtil brasileiro.

24/07/2026 20:50

3 min

Ilustração mostra bandeira dos EUA com palavra “tarifas”
Ilustração mostra bandeira dos EUA com palavra “tarifas”

Um novo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos está elevando as pressões para a reinstauração da chamada “taxa das blusinhas”, que se refere a um imposto de importação de 20% sobre compras internacionais online de até US 50, especialmente aquelas originárias da China.

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A análise foi apresentada no programa Hora H, na sexta – feira (24), pela analista de política da CNN, Julliana Lopes, que expôs o contexto político e econômico relacionado ao assunto.

Segundo Julliana, o setor têxtil brasileiro estima que a taxação pode atingir até 37%, levando em conta todas as tarifas que foram implementadas recentemente. “Estamos lidando com um setor super taxado, se considerarmos tudo o que aconteceu nas últimas semanas”, destacou ela.

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Essa situação ocorre em meio a reclamações do segmento, que já vinha se manifestando desde que o governo optou por recuar da implementação da “taxa das blusinhas” sobre produtos chineses.

Recuo do governo e implicações eleitorais

A analista também observou que essa decisão do governo de suspender a taxa foi motivada por considerações eleitorais. Desde a suspensão da medida e a apresentação de uma nova proposta através de medida provisória, houve um aumento nas importações principalmente da China. “Esse ganho eleitoral está sendo calculado pelo governo”, ressaltou Julliana.

A nova medida provisória deve ser votada no Congresso até o dia 8 de setembro, antes do primeiro turno das eleições, o que torna essa questão ainda mais delicada do ponto de vista político. O timing é crucial para os interesses do governo em garantir apoio popular.

Articulações no Congresso e pressão sobre o setor

Julliana Lopes também apontou que o setor têxtil está buscando apoio junto ao Congresso Nacional. Representantes do setor têm dialogado com líderes parlamentares para compreender como será o andamento da votação da medida provisória. “Dependendo das sinalizações dos parlamentares, pode haver um revés para o governo em relação a essa proposta”, avaliou.

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A medida é percebida como um gesto voltado especialmente para a classe C, um eleitorado considerado chave nos meses que precedem oficialmente a campanha eleitoral. Assim, o setor se encontra sob pressão em duas frentes: por um lado enfrenta concorrência desleal de produtos chineses, frequentemente vistos como inferiores em termos de qualidade; por outro lado, sofre com as tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos.

A questão central permanece sem resposta: como o governo irá efetivamente apoiar essas empresas diante desse novo cenário tarifário internacional? A expectativa é alta entre os envolvidos no setor têxtil.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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