Serra Verde: Operação no Cana Brava Gera Impactos Ambientais e Multas Milionárias

Análise aponta riscos da Serra Verde no Rio Cana Brava! Operação da mineradora causa poluição e degradação ambiental em Goiás. Ibama investiga irregularidades

07/05/2026 11:40

3 min

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Análise Ambiental Revela Impactos da Operação Serra Verde no Rio Cana Brava

Uma análise realizada pelo órgão ambiental de Goiás aponta para possíveis impactos da operação da Serra Verde, a única mineradora em escala comercial no Brasil, nos córregos e no rio Cana Brava, área onde o empreendimento está instalado. O relatório, finalizado em 27 de março, detalha parâmetros de poluição, como a presença de metais pesados e turbidez, que ultrapassaram os limites estabelecidos pela regulamentação ambiental.

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A investigação, conduzida em conjunto com o Ibama, identificou irregularidades em uma vistoria técnica de novembro do ano anterior.

Vistoria Conjunta e Multas Aplicadas

Os analistas apontaram um quadro de “degradação” ambiental, recomendando multas de R$ 12,5 milhões pela poluição do córrego Laje e R$ 120 mil pela omissão de estudo ambiental sobre a qualidade das águas. A Semad lavrou os autos de infração, que agora seguem o processo de sanção administrativa ambiental.

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Além disso, a mineradora foi alvo de sete outros autos por desmatamentos, mineração irregular e outras irregularidades.

Preocupações com a Qualidade da Água e Impactos na Saúde

Parâmetros como o manganês, um metal pesado presente no rejeito da extração de terras raras, foram identificados em níveis superiores aos permitidos, afetando a turbidez e o odor da água, além de representar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

A operação da Serra Verde, que começou comercialmente em 2024, explora um depósito de argila iônica, considerado mais barato de explorar do que depósitos de “pedra dura”. A mineradora utiliza água do rio Cana Brava para o processo, afirmando que a recicla, mas a Semad questiona a adequação dos monitoramentos.

Desmatamento e Erosão: Novos Pontos Críticos

A análise da Semad revelou que a mineradora desmatou mais de 300 hectares sem autorização, incluindo em uma área de nascentes, e que os processos erosivos, agravados pela falta de drenagem adequada, estão causando o assoreamento do córrego Laje.

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A empresa também foi multada por exploração mineral irregular em aproximadamente 140 hectares. Produtores rurais da região expressam preocupação com a qualidade da água dos córregos, relatando problemas como a coloração avermelhada da água e casos de abortos bovinos.

Medidas Corretivas e Perspectivas Futuras

Os analistas da Semad recomendam medidas corretivas imediatas, como contenção das áreas degradadas, estabilização das encostas, recomposição da cobertura vegetal e implementação de um sistema eficiente de controle do escoamento superficial. A Serra Verde, que possui licença ambiental até 2028, precisa implementar um plano ambiental e atender às medidas condicionantes da licença para regularizar a operação.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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