Sargento é preso suspeito de assassinar capitã da PM após histórico de expulsão e denúncias

O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso sob suspeita de ter assassinado sua mulher em Belo Horizonte. Ele já havia sido expulso e reintegrado à corporação após uma decisão judicial.
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A capitã da PM, Michele Leão Azevedo, de 41 anos, faleceu na última segunda – feira (20). Ela chegou ao Hospital Odilon Behrens sem sinais vitais e apresentava múltiplas lesões pelo corpo.
Eduardo Abner ingressou na Polícia Militar após ser aprovado em um concurso público em 2007. Em 2009, a corporação instaurou um Processo Administrativo de Exoneração (PAE) contra ele, resultando em sua demissão. A justificativa foi o fato de ele ter sido apreendido por porte ilegal de arma na adolescência e não ter informado isso ao preencher seu Formulário de Ingresso na Corporação (FIC.
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Essa omissão foi considerada uma falta de idoneidade moral pelo Estado de Minas Gerais.
Reintegração e recursos judiciais
No entanto, a 3ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte declarou nula a exoneração e determinou a reintegração do sargento ao quadro da Polícia Militar. O Estado recorreu da decisão, mas os desembargadores da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negaram os recursos e mantiveram a posição da primeira instância.
Além disso, o TJMG ordenou que o Estado pagasse os salários referentes ao período em que Eduardo Abner ficou afastado.
Duas ex – namoradas do sargento também o denunciaram por agressões. Segundo informações apuradas pela Itatiaia, uma das denunciantes relatou que sofreu ameaças e agressões após o término do relacionamento em 2014. A outra mulher afirmou que levou um soco no rosto depois de flagrar uma traição do policial militar.
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Após essa situação, ela terminou o relacionamento, mas Eduardo Abner não aceitou a separação e desrespeitou uma medida protetiva que havia sido imposta contra ele.
Defesa do sargento se manifesta
A defesa do sargento se pronunciou por meio do advogado Gustavo Nepomuceno Lopes. Em nota enviada à Itatiaia, ele afirmou que está acompanhando a investigação e pediu cautela nas análises sobre o caso. “A defesa do policial militar informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados e já está acompanhando integralmente a apuração”, disse.
Ele ressaltou ainda que é crucial aguardar a conclusão das investigações e laudos periciais antes de qualquer julgamento precipitado. “O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes”, completou o advogado, reafirmando a confiança no devido processo legal e na imparcialidade das investigações.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



