São Paulo inicia campanha de multivacinação contra sarampo na segunda (3) após 15 casos em 2026
São Paulo busca aumentar a proteção contra o sarampo com a campanha de multivacinação, após a confirmação de 15 casos da doença em 2026.
A partir desta segunda – feira (3), São Paulo intensificará a vacinação contra o sarampo, dando início à Campanha de Multivacinação promovida pela Secretaria Estadual de Saúde. A ação abrangerá todos os 645 municípios do estado e seguirá até o dia 1º de setembro.
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Recentemente, na última quinta – feira (30), o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) confirmou o 15º caso da doença em 2026, registrado em Guarulhos, na região metropolitana. O paciente é uma criança que não estava vacinada.
O Governo do estado destaca que a campanha tem como foco crianças e adolescentes com menos de 15 anos, visando identificar e atualizar os esquemas vacinais que estejam em atraso. Para isso, é fundamental que os pais ou responsáveis levem os menores aos postos de vacinação com a caderneta de vacinação, onde as equipes poderão verificar as doses recomendadas conforme a idade e o histórico de imunização dos jovens.
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Vacinas disponíveis e horários
Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios paulistas, estarão disponíveis todos os imunizantes listados no Calendário Nacional de Vacinação. Os locais e horários para atendimento são definidos pelas prefeituras locais. Além disso, São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo adotarão uma estratégia específica para intensificar a vacinação.
Nesses três municípios, a vacina tríplice viral será disponibilizada para todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos, independentemente da situação vacinal. Essa vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, a aplicação é considerada uma “dose zero” e não substitui as doses programadas para serem aplicadas aos 12 e aos 15 meses.
Meta de cobertura vacinal
A medida foi implementada após um aumento nas notificações de casos suspeitos da doença, com o objetivo de ampliar a proteção das crianças menores de um ano, que estão entre os grupos mais vulneráveis ao sarampo. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo (SES – SP), essa iniciativa segue as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.
Dados preliminares indicam que em 2026 a cobertura vacinal para a primeira dose da tríplice viral está em 77,5%, enquanto a segunda dose atinge apenas 65,5%. O Ministério da Saúde estabeleceu uma meta de cobertura de 95% para cada uma das doses.
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Campanha na capital paulista
Na cidade de São Paulo, a campanha também será coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa). Assim como no restante do estado, as atividades se estenderão até o dia 1º de setembro.
Durante esse período, todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos poderão ser vacinadas contra o sarampo.
A prefeitura justificou essa ação após detectar casos que indicam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. Conforme o calendário vacinal vigente, indivíduos entre 5 e 29 anos devem ter duas doses da vacina tríplice viral com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Já aqueles com idades entre 30 e 59 anos precisam ter pelo menos uma dose para serem considerados vacinados.
Horários e Dia D
A vacinação na capital paulista ocorrerá nas UBSs durante toda a semana, das 7h às 19h. O atendimento também estará disponível aos sábados e feriados nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAsUBSs Integradas no mesmo horário. Um Dia D da campanha está agendado para o dia 22 de agosto, quando todas as 483 UBSs da cidade estarão abertas para vacinação.
Durante toda a campanha, os imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação estarão disponíveis conforme faixa etária e histórico vacinal dos pacientes. Entre eles estão as vacinas BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica, meningocócicas C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP (difteria – tétano – coqueluche), hepatite A e HPV.