Roberto Carlos passará por cirurgia de vesícula biliar; entenda quando o procedimento é indicado
A cirurgia de Roberto Carlos visa a remoção de cálculos biliares, com expectativa de rápida recuperação que não comprometerá sua agenda de shows.
Roberto Carlos, ícone da música brasileira, passará por uma cirurgia para retirada da vesícula biliar por videolaparoscopia. O procedimento está agendado e, segundo sua equipe, o cantor de 85 anos apresenta um estado de saúde estável, com expectativas de uma recuperação rápida que não afetará sua agenda de shows.
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A cirurgia, chamada colecistectomia, é frequentemente recomendada para pacientes que apresentam cálculos biliares, conhecidos popularmente como pedras na vesícula. Embora muitas pessoas possam viver com essas pedras sem sintomas, em alguns casos a remoção do órgão se torna necessária.
Entenda a vesícula biliar e os cálculos
A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado sob o fígado e tem a função de armazenar a bile, um líquido produzido pelo fígado que auxilia na digestão de gorduras. Quando surgem cálculos, eles podem obstruir a saída da bile, causando dor intensa e outras complicações.
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As pedras na vesícula se formam devido ao mau funcionamento desse órgão e ao desequilíbrio nos componentes da bile. Alterações no colesterol, perda de peso rápida — como a que pode ocorrer após cirurgias bariátricas —, idade acima de 40 anos e múltiplas gestações são fatores que aumentam o risco de formação das pedras.
Os sintomas mais comuns incluem dor no lado direito do abdômen após refeições ricas em gordura, além de náusea e má digestão.
Riscos e recuperação pós – cirúrgica
Caso as pedras estejam presentes sem causar sintomas evidentes, ainda assim podem levar a complicações sérias como pancreatite ou colecistite, tornando a cirurgia necessária. A recuperação após a cirurgia pode incluir episódios de fezes amolecidas ou diarreia nas primeiras semanas, especialmente após longos períodos sem alimentação ou ingestão de alimentos gordurosos.
De acordo com Hilton Libanori, cirurgião do aparelho digestivo do Einstein, muitos pacientes com cálculos já não têm uma vesícula funcional. Portanto, sua remoção geralmente não traz sintomas adicionais, apenas alívio. Libanori observa que a intolerância a alimentos gordurosos é rara entre os operados; normalmente ocorre o contrário: há uma melhora na digestão.
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Após o período inicial de recuperação — que inclui evitar alimentos muito gordurosos e atividades físicas intensas durante os primeiros 30 dias — a maioria dos pacientes pode retomar suas atividades normais sem restrições.