Profissionais de Saúde em Alerta: Retrocesso no Aborto Legal e Direitos de Vítimas de Estupro

Profissionais de Saúde em Alerta: Retrocesso no Aborto Legal e Direitos de Vítimas de Estupro. Preocupação com restrições no SUS

10/06/2026 19:37

2 min

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Profissionais de Saúde Alertam para Retrocessos no Acesso ao Aborto Legal

Um grupo de 389 profissionais de saúde que atuam em serviços de aborto legal emitem um alerta sobre o que consideram ser um retrocesso na garantia de direitos reprodutivos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A carta aberta ressalta a importância do SUS como guia para as práticas profissionais no atendimento a crianças e adolescentes que sofreram violência sexual.

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Dificuldades no Atendimento a Vítimas de Estupro

A medida que suspendeu uma resolução específica, tem gerado preocupação entre os profissionais. Essa suspensão restringe direitos já assegurados pela legislação brasileira, que permite o aborto em situações de violência sexual, risco à vida da gestante e em casos de condições fetais incompatíveis com a vida.

O projeto de decreto legislativo (PDL) tem dificultado o acesso ao aborto legal para adolescentes vítimas de estupro, ao suspender normas e diretrizes técnicas no atendimento a esse público no sistema de saúde.

“Diariamente, em diversas regiões do Brasil, nossas equipes recebem meninas, adolescentes e mulheres que carregam no corpo e na memória as marcas da violência sexual. Muitas chegam em silêncio, acompanhadas apenas pela dor, vergonha e medo. Algumas são crianças que ainda não compreendem o que aconteceu com elas”, relata um trecho da carta.

A iniciativa é assinada por diversas redes de profissionais de saúde que atuam no atendimento especializado a sobreviventes de violência sexual, buscando o direito ao aborto previsto em lei.

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Impactos da Suspensão da Normativa

Os profissionais de saúde apontam que a suspensão da normativa representa uma ofensiva não apenas contra as vítimas, mas também contra aqueles que atuam no cuidado essencial para a promoção da autonomia e justiça reprodutiva. Eles expressam preocupação com o risco de que o decreto reduza a procura de vítimas de violência sexual aos serviços de interrupção legal da gravidez.

Outro prejuízo citado é o impacto sobre a atuação dos profissionais de saúde, que pode gerar abordagens antiéticas, confusão normativa, aumento do estigma, medo da criminalização e, por fim, a fragilização dos serviços de aborto legal. A situação exige atenção para evitar que a desinformação comprometa o atendimento adequado a mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

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Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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