Polícia investiga corpos “mumificados” encontrados em hospital no RJ

Investigação aponta irregularidades no tratamento de cadáveres após descoberta chocante.

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Corpos em Estado de Mumificação Descobertos em Necrotério do Hospital no Rio

Quatro corpos em estado de mumificação foram encontrados na última sexta-feira (3) no necrotério do Hospital Municipal Salgado Filho, localizado no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro. A descoberta ocorreu durante uma operação da 23ª DP (Méier), que investigava a entrega de cadáveres ao Instituto Médico Legal (IML) em avançado estado de decomposição.

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De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência faz parte de dez inquéritos abertos para apurar possíveis irregularidades no manejo de corpos pela unidade hospitalar. Ao todo, 14 corpos estão sob investigação, levantando sérias preocupações sobre o processo de identificação e tratamento de restos mortais.

Investigação em Andamento

A investigação teve início após um perito do IML relatar dificuldades na elaboração de laudos devido às condições dos corpos recebidos. Testemunhos coletados durante o processo indicaram que outros cadáveres poderiam estar retidos no hospital, o que foi confirmado pelas buscas realizadas pela Polícia Civil.

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Os corpos foram recolhidos e encaminhados ao IML para exames periciais. A ausência de um responsável pelo setor de necrotério no momento da operação foi notada, e funcionários e gestores serão ouvidos como parte das investigações, que visam identificar possíveis crimes de fraude processual, vilipêndio de cadáver e outras infrações relacionadas.

Resposta da Secretaria de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde informou que os corpos foram levados ao IML pela Defesa Civil. A chefe do setor responsável pela liberação dos corpos foi afastada, e uma sindicância foi aberta para apurar o caso. Segundo a pasta, os quatro corpos pertenciam a pacientes sem identificação ou referência familiar, o que impediu o sepultamento dentro do prazo legal.

A direção do Hospital Salgado Filho afirmou que não houve intenção de atrasar os procedimentos de identificação ou sepultamento. A situação expõe falhas no sistema de gestão de corpos e levanta questões sobre a segurança e o tratamento de restos mortais no município.

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