Polícia Federal desmantela esquema de desvio de R 45 milhões na Caixa com advogados e contraventores

A operação da Polícia Federal busca desmantelar uma quadrilha que desviou R 45 milhões da Caixa, envolvendo advogados e servidores públicos em fraudes.

Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça – feira (21), a Operação Infiltrados com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que estaria desviando cerca de R 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal.

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As investigações revelaram que o grupo contava com a participação de advogados, servidores públicos e contraventores, que atuavam para proteger o esquema criminoso por meio do vazamento de informações sigilosas e da obstrução de investigações.

Conforme a Polícia Federal, além de realizar a subtração eletrônica dos valores, a organização montou uma estrutura complexa para evitar que suas ações fossem descobertas. Advogados e servidores públicos supostamente colaboravam para dificultar apurações e repassar informações privilegiadas, permitindo que os membros da quadrilha acompanhassem o progresso das investigações e antecipassem possíveis ações das autoridades.

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Estratégias Criminosas

A PF destacou também a função dos contraventores na operação do grupo. De acordo com as apurações, eles facilitavam a corrupção de servidores públicos e ajudavam na contratação de advogados, criando uma rede de proteção capaz de barrar o avanço das investigações e garantir acesso contínuo a dados sigilosos.

Essa colaboração foi considerada essencial para que a organização atuasse de forma coordenada, minimizando riscos e fortalecendo o esquema de desvio milionário.

As investigações indicam que os desvios ocorreram através do acesso indevido a informações confidenciais e da execução de fraudes eletrônicas. As buscas realizadas nesta terça – feira visam reunir novas evidências, identificar outros possíveis envolvidos no esquema e aprofundar a compreensão sobre o papel de cada membro da organização criminosa.

Os suspeitos poderão responder por crimes como desvio de verbas públicas, obstrução de justiça e violação de sigilo funcional, além de outras infrações que possam ser identificadas durante o desenrolar das investigações.

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Ações Policiais em Diversas Cidades

Com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECOMPF), cerca de 120 policiais federais estão cumprindo 25 mandados de busca e apreensão em várias cidades, incluindo Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Cabo Frio, Indaiatuba (SP) e Salto (SP.

A operação visa não apenas desarticular o grupo criminoso como também garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados por suas ações ilegais. As investigações seguem em andamento, com foco em descobrir toda a extensão do esquema fraudulento.