Polícia Civil desmantela fábrica clandestina de balões em Nilópolis e prende proprietário
A operação da Polícia Civil visa coibir a produção ilegal de balões, que representa riscos à segurança aérea e ambiental, resultando na prisão do proprietário.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou uma fábrica clandestina de balões no bairro Olinda, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, nesta terça – feira (4). O proprietário do local foi preso em flagrante durante a operação, que teve início após denúncias sobre a produção ilegal de balões.
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De acordo com as investigações, a fábrica estaria ligada ao grupo “Anjos da Arte”.
Os agentes policiais foram autorizados pelo dono do imóvel a entrar no galpão, onde encontraram uma grande quantidade de materiais de papelaria e insumos utilizados para trabalhos artísticos. Além disso, havia rojões, uma substância semelhante à pólvora e diversos equipamentos e ferramentas para a fabricação e montagem dos balões.
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Capacidade operacional da fábrica
A Polícia Civil informou que o material apreendido demonstra que a estrutura da fábrica tinha capacidade para produzir balões de grande porte. Esses artefatos representam um risco significativo para a população. Entre os itens confiscados estava um quadro que mostrava o proprietário sorrindo enquanto acionava um balão em chamas.
Toda a matéria – prima e os equipamentos foram encaminhados para os procedimentos legais pertinentes. A polícia destacou que a fabricação, comercialização, transporte e soltura de balões são atividades proibidas pela legislação brasileira.
Consequências legais da prática
A advogada criminalista e pesquisadora Clara Duarte Fernandes afirmou em entrevista à CNN Brasil que soltar balões é considerado crime devido aos riscos envolvidos. Segundo ela, esses balões podem prejudicar o funcionamento das aeronaves e provocar incêndios caso caiam acesos em áreas rurais.
A pena por essa prática varia de um a três anos de detenção ou multa. Além disso, se o juiz achar necessário, pode aplicar a multa cumulativamente. Clara também ressaltou que o crime se aplica não apenas aos indivíduos que soltam os balões, mas também àqueles que os comercializam.
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Incidentes recentes envolvendo balões
No último domingo (2), um avião da Latam teve que arremeter ao se aproximar do Aeroporto Internacional do Galeão após avistar um balão na pista. A aeronave vinha de Foz do Iguaçu e realizava o procedimento de pouso quando o piloto interrompeu a aproximação como medida de segurança.
Além desse incidente no Galeão, moradores registraram outro momento preocupante quando um balão caiu na Rua Adolfo Bergamini, também no Rio. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 7h 36 e informou que não houve vítimas após a vistoria no local.
Apreensões em outras localidades
No mesmo dia, durante patrulhamento aquático na Lagoa de Araruama, a Polícia Militar do Rio apreendeu um balão com cerca de 30 metros de comprimento. Já na cidade de Niterói, outra operação resultou na apreensão de um balão com aproximadamente 12 metros após informações sobre sua queda no bairro Engenho do Mato.
A sequência dessas ocorrências ressalta a preocupação das autoridades com os riscos associados à fabricação e soltura desses artefatos perigosos.