Polícia Civil prende Alexsandro Nunes, suspeito de incendiar viatura da Seop em Copacabana

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Alexsandro Cosmo Nunes, suspeito de participar do incêndio de uma viatura da Seop (Secretaria Municipal de Ordem Pública), ocorrido no dia 23 de julho na rua Hilário de Gouveia, em Copacabana. O ataque foi planejado como uma retaliação às operações de fiscalização contra o comércio irregular na orla.
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As investigações apontam Fernando dos Santos Feliciano, conhecido como “Gordinho”, como o responsável por organizar a ação. Ele segue foragido. A apuração, que é conduzida pela 12ª DP (Copacabana) e pelo serviço de inteligência do 19º BPM, teve início imediatamente após o ataque.
Como ocorreu o ataque
Os policiais identificaram a movimentação de cinco homens que deixaram a comunidade Pavão – Pavãozinho em quatro bicicletas elétricas por volta das 19h 40 do dia do crime. Imagens mostram um dos suspeitos descendo da bicicleta e aguardando a saída de uma van da Guarda Municipal antes de agir.
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Logo depois, ele ateou fogo na viatura e fugiu pela Avenida Atlântica, trocando de camisa durante o trajeto para dificultar sua identificação.
No local do incêndio, os agentes encontraram uma garrafa plástica contendo um líquido com odor semelhante ao querosene. O material foi encaminhado para perícia no ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli). Juan do Nascimento Silva, executor do incêndio, foi preso no dia 30 de julho e confessou ter recebido R 50 para realizar o ato criminoso.
Desdobramentos da investigação
Em seu depoimento, Juan revelou que recebeu o combustível e as instruções diretamente de Fernando dos Santos Feliciano, além de afirmar que Alexsandro Cosmo Nunes o levou até o local. Segundo a Polícia Civil, havia discussões entre o grupo sobre as ações da Seop em Copacabana.
A Justiça autorizou a prisão temporária dos três investigados com base nas informações coletadas durante a apuração. Alexsandro foi localizado e preso na noite de 31 de julho, na Praia de Copacabana, sem antecedentes criminais até aquele momento.
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Enquanto isso, Fernando dos Santos Feliciano permanece foragido.
A polícia também informou que Juan possui um histórico criminal com prisões por furto, roubo, receptação, resistência e desacato desde a adolescência. Já Fernando tem registros por estelionato, falsificação de documentos, receptação, desacato e lesão corporal.
As investigações continuam para localizar Fernando e identificar outros possíveis envolvidos no planejamento dos ataques.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



