PF aponta indícios de que Jaques Wagner investiu R 167 mil no Banco Master

A revelação da PF sobre o investimento de Jaques Wagner no Banco Master intensifica as investigações sobre suas relações com a instituição financeira.

Senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado

A Polícia Federal (PF) revelou, em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que existem indícios de que o senador Jaques Wagner (PT – BA) investiu uma quantia no Banco Master. O nome do congressista aparece em uma lista de clientes da instituição financeira que teriam realizado aplicações.

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Informações obtidas pela PF apontam que Jaques teria aplicado R167.298,00 em um Certificado de Depósito Bancário (CDB) do banco, com o valor atualizado do investimento alcançando R 194.897,19.

O documento mencionado foi encaminhado ao então superintendente – executivo de tesouraria do Banco Master, Alberto Felix, em agosto de 2025. A PF destacou que esse relatório faz parte de um conjunto mais amplo de documentos relacionados à investigação das relações entre Jaques e executivos do banco, além do possível favorecimento pessoal do ex – líder do governo no Senado.

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Detalhes da investigação

As informações tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, revelam que o anexo indica valores investidos por diversos clientes no Banco Master. Entre eles, consta a aplicação de Jaques Wagner no CDB C23BGFBN, cujo valor atualizado é significativo para a investigação.

No dia 18 de junho, o senador foi alvo de uma operação de busca e apreensão durante a nona fase da apuração sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Jaques Wagner nega qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas. Segundo os relatos da PF, ele mantinha uma relação próxima com Augusto Ferreira Lima, o que teria facilitado sua aproximação com outros executivos do banco e possibilitado discussões sobre temas legislativos e operações de interesse da instituição.

Reação de Jaques Wagner

No dia 31 de junho, em entrevista à rádio Baiana FM, Jaques reiterou sua inocência e afirmou que a investigação visa apenas “afastar a culpa”. O parlamentar se mostrou confiante de que conseguirá provar sua inocência ao longo do inquérito.

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Ele mencionou ainda estar focado nas próximas eleições, ressaltando que há dois meses até o pleito.

A situação envolvendo o senador continua a chamar atenção tanto no cenário político quanto na esfera pública. A continuidade das investigações pela PF e os desdobramentos legais podem impactar não apenas a carreira política de Jaques Wagner, mas também a percepção pública sobre as relações entre políticos e instituições financeiras.