Mendonça autoriza PF a rastrear celulares de Jaques Wagner e outros investigados na Operação

Mendonça determina que a PF monitore celulares de Jaques Wagner e outros investigados, visando elucidar suposto esquema de crimes financeiros.

30/07/2026 22:40

3 min

O senador Jaques Wagner (PT-BA)
O senador Jaques Wagner (PT-BA)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou em junho a Polícia Federal (PF) a acessar registros de chamadas e rastrear, em tempo real, a localização aproximada dos celulares do senador Jaques Wagner (PT – BA) e de outros cinco investigados na Operação Compliance Zero.

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Essa operação investiga um suposto esquema de crimes financeiros relacionado ao antigo Banco Master.

A decisão permite o monitoramento de Estações Rádio – Base (ERB) por dez dias e o acesso a registros passados de chamadas, SMS, IMEIs e conexões 3G/4G para os investigados Jaques Wagner, Augusto Ferreira Lima, Eduardo Mendonça Sodré Martins, Guilherme Henrique Sodré Martins, David Lopes Monteiro e Andréa Lima Novaes.

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As operadoras Claro, Vivo e TIM devem fornecer os dados diretamente aos policiais federais designados no processo.

Limitações da autorização

Mendonça estabeleceu limites claros para a operação. Ele não autorizou escuta ou gravação de conversas, permitindo apenas o acesso aos metadados – ou seja, informações sobre quem falou com quem, quando aconteceu a comunicação, por quanto tempo durou e a partir de qual antena foi feita a conexão.

O ministro também enfatizou que essa autorização “não implica juízo de culpa, nem afirma participação definitiva dos investigados” no esquema.

Dos dez alvos inicialmente solicitados pela PF, Mendonça deferiu as medidas para seis deles e negou para quatro. A negativa se deu no caso de Bonnie Toaldo Bonilha, Valério Marega Júnior, Luiz Antonio Lombardi e Patrich Toaldo Bonilha. Segundo o ministro, apesar da proximidade com os fatos investigados, a PF não apresentou evidências suficientes que justificassem tais medidas para esses quatro alvos.

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No caso de Valério e Lombardi, ele apontou que os atos eram “eminentemente operacionais”, enquanto Bonnie e Patrich tinham apenas participação societária ou vínculo familiar.

Justificativa de urgência

Mendonça também justificou a urgência da medida mencionando o uso frequente de chamadas de voz e mensagens temporárias pelos investigados. A PF informou que Augusto Ferreira Lima teria ativado esse tipo de comunicação em conversa com David Lopes Monteiro, considerado um operador próximo ao núcleo empresarial e jurídico – financeiro ligado ao Banco Master.

O ministro ainda destacou uma situação que poderia intensificar os riscos de vazamento das informações. No mesmo dia em que a PF solicitou as buscas e o monitoramento dos celulares (09/06/2026), um dos alvos pediu uma audiência com ele. Mendonça ressaltou que essa solicitação foi recebida antes mesmo da distribuição das representações da PF: “trata – se de solicitação de audiência… no mesmo dia em que aportaram as representações da Polícia Federal relacionadas à presente fase investigativa”.

A CNN entrou em contato com o senador Jaques Wagner em busca de um posicionamento sobre as investigações e aguarda retorno.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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