Novo organograma do PCC revela estrutura complexa e ramificações em 28 países

Um novo organograma do PCC (Primeiro Comando da Capital), elaborado ao longo de anos pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), revela a complexa estrutura da facção criminosa, que possui ramificações em 28 países. A pesquisa indica que o PCC se transformou ao longo do tempo, saindo do ambiente prisional para se organizar como uma verdadeira empresa, realizando operações no mercado formal e infiltrando – se em esferas do poder público.
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Atualmente, estima – se que a facção conte com mais de 40 mil integrantes em todo o Brasil.
O organograma classifica a organização em nove células principais, que incluem diversos subgrupos. Essa estrutura evidencia a influência do PCC por todo o território paulista, com foco especial na capital e na Baixada Santista, além de sua atuação em outras regiões do país e no exterior.
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Estrutura e Divisões do PCC
Dentre as principais divisões da facção, destaca – se a Sintonia Final Geral, considerada a “cúpula” do PCC. Nela, Marcola, líder máximo da organização, toma decisões cruciais que afetam tanto o Brasil quanto suas operações internacionais. Essa cúpula orienta as demais sintonias sobre os planos da facção.
A Sintonia Restrita atua como um braço direito da Sintonia Final Geral e é encarregada de executar planos de atentados contra autoridades. Entre os alvos estão figuras como Roberto Medina e Lincoln Gakiya.
A Sintonia dos Gravatas é composta por advogados que utilizam seu sigilo profissional para comunicar informações entre membros da facção detidos e aqueles em liberdade. Este grupo é dividido em “Resumo Jurídico”, “Gestorias” e “Quadro dos Advogados da Facção”.
Expansão Internacional e Lavagem de Dinheiro
A Sintonia dos Países coordena a expansão global do PCC, estabelecendo conexões com organizações criminosas internacionais como a ‘Ndragheta na Itália, onde já tem presença consolidada. Por outro lado, a Sintonia do Sistema gerencia o controle da facção dentro das penitenciárias brasileiras, através de setores dedicados à disciplina e às finanças.
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O Setor Financeiro é uma das células mais abrangentes do PCC, responsável pela gestão financeira da organização. Esse setor é conhecido por operar esquemas de lavagem de dinheiro e infiltração em setores públicos, como no transporte coletivo.
As autoridades temem que essa sofisticação nas táticas financeiras contribua significativamente para o crescimento da facção.
Nos últimos anos, investigações revelaram que o setor de combustíveis está sendo utilizado para lavar dinheiro, evidenciando vínculos entre integrantes do PCC e grupos paulistas. Além disso, há indícios de movimentação financeira da facção nos Estados Unidos e importação clandestina de armamentos por meio do Paraguai — uma região estratégica para o tráfico devido à Tríplice Fronteira.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



