Petróleo dispara 10% na semana com escalada da guerra no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio continua a influenciar os mercados, enquanto investidores aguardam avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Bomba perto de reserva de petróleo bruto no campo de petróleo da Bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 2025

O preço do petróleo encerrou a sexta – feira (24) em queda, mesmo com uma alta acumulada de quase 10% na semana anterior, impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio. Os investidores estão atentos aos esforços do Paquistão, apoiado pela China, para retomar as negociações entre Estados Unidos e Irã, que estão paralisadas.

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Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro caiu 3,12%, ou US 2,88, fechando a US 89,31 por barril. O petróleo Brent negociado na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres também registrou queda de 3,88%, ou US 3,91, encerrando a R 96,78 o barril.

O contrato mais líquido do Brent para outubro teve uma redução de 2,74%, fechando a US 91,68 por barril.

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Movimentos no mercado e contexto geopolítico

Durante a semana, o WTI acumulou uma alta de 9,2%, enquanto o Brent para setembro subiu 9,85%. O contrato de outubro avançou cerca de 6%. A sessão começou em queda após o Brent ter alcançado o patamar de US 100 por barril na quinta – feira, um nível não visto há dois meses.

O recuo se intensificou quando a Reuters informou que o Paquistão está buscando um caminho para reatar as discussões entre Estados Unidos e Irã.

Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, observa que a atual queda nos preços pode ser atribuída à realização de lucros. Ele também destaca que a melhora no tráfego marítimo no estreito de Bab – el – Mandeb pressiona ainda mais os preços da commodity.

Apesar da retração nos preços do petróleo, as ações militares entre Estados Unidos e Irã continuam no Golfo Pérsico. As hostilidades já chegam ao décimo terceiro dia consecutivo. Kazem Gharibabadi, vice – ministro das Relações Exteriores do Irã, fez ameaças aos países europeus sobre o uso de suas bases militares pelos americanos como suporte para ataques.

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Tensões internacionais e impactos econômicos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta – feira que recebeu garantias dos presidentes da China e da Rússia — Xi Jinping e Vladimir Putin — garantindo que seus países não fornecerão armas ao Irã. Na quinta – feira passada, Trump indicou que está avaliando ataques ainda mais severos contra o país persa.

Jim Reid, analista do Deutsche Bank, comenta que a escalada retórica nas relações internacionais aumentou os receios sobre um choque estagflacionário prolongado. Segundo ele, “o que é certo é que as restrições de oferta relacionadas ao conflito continuarão dominando o mercado de petróleo”.