Ouro recua 0,06% com decisão do Fed e tensões no Oriente Médio

O mercado aguarda com expectativa a coletiva de Kevin Warsh, que pode sinalizar mudanças nas taxas de juros e impactar o preço do ouro.

29/07/2026 16:50

2 min

Imagem ilustrativa de barras de ouro
Imagem ilustrativa de barras de ouro

O preço do ouro apresentou uma leve queda nesta quarta – feira, 29, em meio a uma atmosfera de ansiedade em relação à decisão do Federal Reserve (Fed) e ao aumento das tensões no Oriente Médio. Ataques na região elevaram os prêmios de risco associados ao petróleo, reacendendo preocupações com pressões inflacionárias e o aumento dos rendimentos dos títulos públicos.

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No mercado da Comex, que faz parte da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto fechou em baixa de 0,06%, cotado a US 4.036,3 por onça – troy. Em contrapartida, a prata para setembro registrou um aumento de 0,97%, alcançando US 58,089 por onça – troy.

Expectativas sobre a decisão do Fed

Analistas acreditam que, mesmo que o Fed decida manter as taxas de juros inalteradas nesta reunião, há uma expectativa crescente de que o banco central possa elevar as taxas futuramente. Esse assunto será um dos principais focos na coletiva de imprensa do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, logo após a decisão desta quarta – feira.

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Soojin Kim, analista do MUFG, ressalta que os mercados atualmente estimam uma probabilidade de cerca de um em três para um aumento de 25 pontos – base nas taxas. Essa perspectiva é influenciada pela inflação moderada observada em junho e pelas novas pressões inflacionárias provocadas pela alta nos preços do petróleo.

Apesar da queda de quase 25% no valor do ouro desde o início do conflito no Oriente Médio, o metal precioso tem se mantido acima da marca de US 4.000 a onça. Isso é atribuído a compras constantes durante os períodos de baixa nos preços.

Sinais de mudança nas taxas de juros

O Bank of America (BofA) e o Citi identificam indícios de que dois membros votantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) – Beth Hammack (Fed Cleveland) e Lori Logan (Fed Dallas) – podem apoiar um aumento na taxa de juros. Mark Cabana, economista do BofA, destacou que a expectativa de manutenção das taxas em julho representa uma decisão mais rigorosa do que se previa após os dados sobre inflação moderada em junho.

A análise dessas movimentações econômicas reflete não apenas as condições atuais do mercado financeiro, mas também as expectativas sobre as medidas futuras que poderão ser tomadas pelo Fed diante da inflação e das flutuações nos preços dos commodities.

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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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