Ouro fecha em alta de 1,51% com recompras técnicas e avanço de metais preciosos

O aumento no preço do ouro reflete uma correção após quedas, mas desafios persistem com a alta dos rendimentos dos Treasuries e a valorização do dólar.

Ouro

O preço do ouro fechou em alta nesta segunda – feira, 21 de agosto de 2026, após um período de quedas. O movimento ocorreu em meio a recompras e acompanhou um avanço generalizado dos metais. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto teve alta de 1,51%, encerrando a sessão cotado a US 4.076,4 por onça – troy.

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A prata também apresentou um bom desempenho, com aumento de 3,57%, alcançando US 59,108 por onça – troy. Apesar do cenário positivo para os metais preciosos, o ouro continua enfrentando desafios devido à alta nos rendimentos dos Treasuries e à valorização do dólar, fatores que costumam desestimular a compra do metal precioso.

Cenário do mercado e influências externas

Os rendimentos dos títulos soberanos americanos estão subindo em sintonia com os preços do petróleo. Isso ocorre mesmo com a expectativa de uma resolução diplomática para o conflito no Oriente Médio, que tem contribuído para uma recuperação no apetite por risco e nas ações de tecnologia.

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A recente movimentação do ouro é vista como parte de um ajuste nos preços após rumores persistentes que indicam que bancos centrais podem ter vendido ouro durante o conflito para levantar recursos financeiros. No entanto, apenas uma venda foi confirmada: o banco central da Turquia vendeu 81 toneladas métricas de ouro no primeiro semestre deste ano, totalizando US 10,6 bilhões a preços atuais, segundo informações do World Gold Council.

Apesar da queda significativa nos preços do ouro recentemente, é importante analisar o contexto geral. Em um período de 12 meses, o aumento acumulado é de 21%, resultado que ainda supera o desempenho do SP 500. Essa valorização sugere que os fundamentos que sustentam a reputação do ouro como proteção contra riscos permanecem intactos.

Expectativas futuras e análise dos especialistas

Embora muitos analistas apontem que as flutuações nos preços do ouro possam ser influenciadas por movimentos especulativos, isso não significa que sua função histórica como ativo seguro tenha sido comprometida. O interesse por ouro tende a se intensificar especialmente em momentos de incerteza econômica.

A combinação entre a queda recente e as expectativas futuras pode gerar oportunidades tanto para investidores quanto para aqueles que buscam segurança em ativos mais tradicionais. Assim, mesmo diante das oscilações atuais, o mercado continua atento às movimentações globais que podem impactar o valor dos metais preciosos nos próximos meses.

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