OMS classifica surto de Ebola na RDC e Uganda como emergência de saúde pública

OMS declara surto de Ebola na RDC e Uganda como emergência de saúde pública. Aumento de casos gera preocupação; entenda os riscos e sintomas da doença.

17/05/2026 16:36

4 min

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OMS Declara Surto de Ebola na RDC e Uganda como Emergência de Saúde Pública

No sábado (16), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou um surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, classificando-o como uma “emergência de saúde pública de preocupação internacional”. A epidemia, que é provocada pelo vírus Bundibugyo, ainda não atende aos critérios de “emergência pandêmica”, conforme informado pela organização.

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No entanto, o aumento no número de casos e a ausência de vacinas aprovadas geram preocupações sobre a capacidade de contenção do surto.

O que é Ebola?

O Ebola é uma doença grave e frequentemente fatal, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de indivíduos infectados, segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África). A transmissão também pode ocorrer através de materiais contaminados ou de pessoas que faleceram em decorrência da doença.

Os sintomas iniciais incluem febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta, seguidos por vômitos, diarreia e dor abdominal. À medida que a doença avança, podem ocorrer sangramentos internos e externos.

Existem seis espécies conhecidas do vírus Ebola, mas apenas três são responsáveis pela maioria dos surtos significativos: o vírus Ebola, o vírus do Sudão e o vírus Bundibugyo, que é o causador da epidemia atual, segundo a OMS.

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Casos Confirmados e Mortes Suspeitas

Até o sábado (16), o surto na RDC registrou pelo menos 80 mortes suspeitas, oito casos confirmados em laboratório e 246 casos suspeitos na província remota de Ituri, localizada no nordeste do país, na fronteira com Uganda. A OMS inicialmente informou sobre um caso confirmado na capital da RDC, Kinshasa, mas posteriormente esclareceu que o indivíduo testou negativo para o vírus Bundibugyo.

Na cidade de Goma, no leste da RDC, foi identificado pelo menos um caso de Ebola, conforme um porta-voz da coligação rebelde AFC/M23, que controla a cidade desde o ano passado. Em Kampala, capital de Uganda, foram confirmados dois casos laboratoriais, incluindo uma morte.

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Os dois indivíduos não apresentavam ligação aparente, mas ambos haviam viajado para a RDC. O corpo de um homem congolês que faleceu em Kampala foi devolvido à RDC, enquanto o outro paciente está recebendo tratamento hospitalar.

Taxas de Mortalidade e Resposta à Epidemia

As taxas de mortalidade do Ebola variaram entre 25% e 90% em surtos anteriores, com uma média de cerca de 50%. A taxa de mortalidade da cepa Bundibugyo é estimada entre 25% e 40%, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que está se preparando para intensificar sua resposta na província de Ituri.

Trish Newport, gerente do programa de emergência da MSF, expressou preocupação com o aumento rápido de casos e mortes, destacando a necessidade de uma ação rápida para evitar a escalada do surto.

No ano passado, 45 pessoas faleceram na RDC devido a um surto de Ebola em uma região remota da província de Kasai, conforme os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Atualmente, não existem tratamentos ou vacinas aprovadas para o vírus Bundibugyo.

Histórico de Surtos e Classificação como Emergência Global

Este é o terceiro surto registrado da cepa Bundibugyo, com surtos anteriores em Uganda entre 2007 e 2008 e na RDC em 2012. Desde a descoberta do primeiro caso em 1976, a RDC já enfrentou 17 surtos de Ebola. A OMS classificou o atual surto como uma emergência de saúde pública devido ao aumento no número de mortes suspeitas e casos confirmados, além do potencial de propagação para outros países, especialmente aqueles que fazem fronteira com a RDC.

Ações em Curso para Contenção do Surto

Organizações humanitárias, como a MSF, estão se preparando para implementar respostas em larga escala o mais rápido possível. A coordenação internacional está sendo reforçada para prevenir a disseminação da epidemia. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou a transparência da RDC e de Uganda na avaliação do risco que o surto representa para outras nações.

O chefe da OMS planeja convocar um comitê de emergência rapidamente para discutir as medidas que devem ser adotadas.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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