Novo roteiro do Conselho de Paz detalha desarmamento do Hamas e controle de armas em Gaza

O novo roteiro do Conselho de Paz busca estabelecer um controle rigoroso sobre as armas em Gaza, visando um cessar-fogo duradouro e a governança palestina.

31/07/2026 22:00

3 min

Membros do grupo palestino Hamas
Membros do grupo palestino Hamas

O Conselho de Paz, apoiado pelos Estados Unidos e responsável pela supervisão de um acordo de paz duradouro em Gaza, apresentou nesta sexta – feira (31) um novo roteiro com 15 pontos para o cessar – fogo. Essa proposta revisada é uma versão simplificada em relação ao plano inicial de 20 pontos, elaborado pelo presidente Donald Trump no ano passado, que passou por diversas alterações desde então.

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O novo documento detalha o processo de desarmamento do Hamas e como isso poderá ser implementado. Entre os principais aspectos do plano está a transferência de todas as armas policiais para o controle do NCAG (Comitê Nacional para a Administração de Gaza), que será responsável pela governança do território.

Além disso, as armas pessoais estarão sujeitas às leis palestinas sob a supervisão do NCAG. O roteiro também prevê que as armas pertencentes a milícias não integradas às novas forças policiais devem ser desativadas e armazenadas sob a autoridade do NCAG.

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Desarmamento e controle das armas

O roteiro estabelece que um “processo” para desativar e armazenar armas pesadas, locais de produção militar e túneis começará em Gaza após a entrada do NCAG na região e a chegada de uma Força Internacional de Estabilização. Este processo deve estar vinculado à retirada gradual das forças israelenses das áreas sob seu controle em Gaza.

Segundo o plano, nenhuma arma poderá ser transferida ou entregue a Israel ou a entidades não palestinas; ao final do processo, apenas o NCAG terá o armazenamento e controle das armas na região.

Além disso, a proposta inclui um compromisso explícito para terminar com desfiles militares e manifestações armadas. No entanto, antes da implementação dessas etapas, várias condições devem ser cumpridas. Todas as partes envolvidas precisam reafirmar seu compromisso com o plano de Trump, que visa garantir a retirada total de Israel da Faixa de Gaza, promovendo a governança palestina, bem como sua reconstrução econômica e segurança.

Acordo histórico e reações

Na quinta – feira (30), Donald Trump declarou que o Conselho de Paz alcançou um “acordo histórico” para o desarmamento do Hamas e outros grupos armados em Gaza. Em uma publicação em sua rede social Truth Social, ele destacou que essa medida é crucial para que uma nova administração palestina governe efetivamente a região.

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O desarmamento será realizado em fases e incluirá a remoção das forças israelenses do território junto com a implementação da Força Internacional de Estabilização.

Por outro lado, Ghazi Hamad, alto funcionário do Hamas, confirmou à CNN que o grupo concordou com o plano proposto pelo Conselho de Paz, mas condicionou sua implementação ao envio da Força Internacional de Estabilização e ao cumprimento das obrigações por parte de Israel referentes ao acordo de cessar – fogo anterior.

Ele enfatizou que sem ações concretas por parte israelense não haverá progresso nas negociações sobre armas.

Sobre o Conselho de Paz

A criação do Conselho de Paz foi inicialmente proposta por Trump em setembro de 2025 como parte de suas iniciativas para encerrar o conflito em Gaza. Desde então, ficou claro que as atividades desse conselho se estenderiam além da região, visando resolver conflitos em outras partes do mundo.

De acordo com informações obtidas pela Reuters, o conselho tem como objetivo promover a paz globalmente.

A constituição do conselho permite mandatos limitados aos países participantes por três anos, salvo prorrogações específicas. Um funcionário dos EUA assegurou que os recursos financeiros alocados seriam destinados apenas para garantir assentos permanentes no grupo sem exigir compensações adicionais.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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