Hamas e Israel Assinem Acordo Para Retirar Tropa de Gaza

Hamas e Israel acordam retirada gradual de tropas de Gaza sob supervisão internacional, buscando estabilizar faixa disputada.

31/07/2026 09:32

3 min

MAJDI FATHI / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP
MAJDI FATHI / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

O movimento islamista palestino Hamas anunciou nesta sexta – feira que aceitou um acordo com Israel referente à segunda fase de uma trégua em Gaza. O pacto marca o início da continuidade do cessar – fogo acordado entre as duas partes desde outubro de 2025.

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A primeira etapa, encerrada no mês passado e após dois anos intensos de guerra na Faixa de Gaza, já havia resultado na libertação dos últimos reféns israelenses sequestrados pelo grupo há sete de outubro de 2023 — data marcada para o ataque inicial a Israel—, sendo trocados por prisioneiros considerados pelos governantes israelense como presos palestinos.

O que prevê esta segunda fase negociada

Segundo informações divulgadas pela organização Hamas, este segundo período do cessar – fogo estabelece condições claras. O acordo está diretamente ligado à “retirada progressiva das forças israelenses da Faixa de Gaza”, um ponto central e inédito no histórico conflituoso entre os lados.

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Em contrapartida ao afastamento militar em território galêsiano não participará desta retirada direta feita pelo governo israelense é exigido o destacamento formal de uma força internacional ali presente na região Palestina. Além disso, a transição exige também a entrega oficial dos armamentos pertencentes aos membros palestinos que compõem o movimento armado.

Implementação: Quem garantirá as regras do pacto

A aplicação deste acordo complexo recairá sobre instituições específicas já mencionadas anteriormente pela liderança política americana Donald Trump. O Conselho da Paz foi criado por ele no mês passado e assume um papel fundamental para garantir os termos negociados entre Israel e Hamas.

Nesse contexto logístico, será responsável pelo inventário das armas apenas o Comitê Nacional para Administração de Gaza (NCAG). Este comitê é composto tecnocratas palestínos reunidos justamente pelo próprio Conselho da Paz; sua função principal seria gerir a reconstrução em curso na Faixa de Gaza após as tropas israelenses se retirarem do local devastado.

Após essa retirada militar planejada pelas forças israelianas, uma Força Internacional de Estabilização (ISF) deverá colaborar. De acordo com declarações feitas por Trump, esta força supostamente reunirá um contingente multinacional e trabalhará junto “com uma nova força policial palestina” visando garantir o retorno à segurança no território galêsiano.

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Próximos passos para ratificação

O Hamas já sinalizou que discutirá os detalhes práticos da implementação deste pacto diretamente com diversos mediadores internacionais: Egito, Estados Unidos, Catar e Turquia são as nações envolvidas nas conversações sobre a execução do plano em Gaza.

A organização espera definir um calendário de ação nos próximos dias; segundo seus negociadores, esse processo levará pelo menos duas semanas. Uma reunião importante está prevista ocorrerem brevemente na cidade de Cairo.

“Este acordo contém uma disposição clara”, afirmou o neguciador Ghazi Hamdi, “que estipula obrigações claras para Israel respeitar integralmente suas responsabilidades”. Ele complementou que se há falha por parte israelense no cumprimento dos termos acordados, Hamas também não cumprirá seu lado da trégua.”

Situação humanitária e militar atual em Gaza

Desde a entrada do cessar – fogo ocorrido em outubro de 2025, os ataques quase diários mantidos pelo Exército israeliense continuam na Faixa. O controle das forças militares ainda é exercido sobre mais de sessenta pontos percentuais deste território palestino devastado.

Apesar o acordo ter sido anunciado recentemente, milhares de pessoas permanecem vivendo precariamente acampadas em barracas no local galêsiano. Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde do próprio território — números considerados confiáveis pela ONU —, há um total mínimo de cento e vinte e quatorze mortes registradas entre a população civil desde que houve anúncio desta trégua.

No mesmo período analisado pelas fontes locais, as Forças Armadas israelenses relataram perdas com cinco soldados além de contar também com uma vítima funcionalidade militar ou civil na região.”

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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