Netanyahu lança ofensiva militar após morte de palestinos na Cisjordânia

Netanyahu autoriza ofensiva militar após morte de israelenses na Cisjordânia, acentuando tensões regionais.

Em 2026, 86 palestinos foram assassinados por agentes israelenses na Cisjordânia.

Um confronto armado na Cisjordânia resultou com a morte de quatro palestinos e dois israelenses nesta sexta – feira (24), em Tal, uma aldeia localizada no sudoeste de Nablus.

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A ação envolveu colonos armados juntamente com soldados das Forças Armadas de Israel; logo após o incidente grave, as autoridades determinaram fechar os acessos à cidade vizinha de Nablus, invadindo inclusive seu principal hospital local.

Conflito explode perto da vila de Tal

Segundo relatos iniciais do Exército de Israel, civis judeus que realizavam um percurso por trilha nas imediações da área teriam sido atacados. Em resposta a isso, teria ocorrido um confronto em que um palestino tomou uma arma pertencente a agentes de segurança na aldeia Havat Gilad e disparou contra eles no grupo israelense.

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As forças militares conseguiram neutralizar o autor dos tiros; além disso, recuperaram as armas utilizadas durante os confrontos e iniciaram buscas para identificar possíveis cúmplices envolvidos nos ataques. A violência não se restringiu apenas ao local principal: nesta mesma sexta – feira (24), colonatos agrediram cinco vilarejos próximos Nablus, incendiando pelo menos seis residências diferentes.

Reações políticas e militarização da região

Em meio à escalada de tensão na Cisjordânia, autoridades locais prenderam feridos que estavam internados no hospital invadido em Nablus e anunciaram a preparação de uma operação militar considerada grande escala voltada para o norte do território.

O Ministério das Relações Exteriores palestino classificou os ataques como um “massacre”, alertando ainda que tal evento representa “uma imagem renovada da Nakba”, referindo – se ao êxodo massivo ocorrido durante a Guerra Árabe – Israelense dos anos 1940.

A pasta cobrou urgentemente intervenção internacional visando conter qualquer violência por parte dos colonos na área. Apesar disso, Israel intensificou seus preparativos: foram canceladas licenças militares e instalados bloqueios em diversas estradas locais; além de decretar toque de recolher no setor.

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Balanço das vítimas fatais

O Ministério da Saúde Palestino confirmou que outros quatro moradores ficaram feridos com o ataque inicial, sendo três deles considerados críticos devido à gravidade do estado clínico.

O relatório palestiniano também aponta um histórico preocupante nos últimos anos:

Até este momento (2026), 86 cidadãos palestinos já morreram por ações atribuídas a agentes israelenses na Cisjordânia, conforme dados oficiais apresentados pelo órgão sanitário local. Em nota divulgada após os acontecimentos de hoje, o primeiro – ministro afirmou publicamente que as forças de segurança “devem ter permissão para agir livremente e com força total contra o terrorismo”, confirmando ainda planos acelerados para estabelecer postos avançados agrícolas em toda região.