Mulheres em Cassação: Alerta Crescente no Brasil Após Tentativas de Impeachment

71 mulheres políticos ameaçados! Estudo da Alesp revela aumento alarmante de tentativas de cassação entre 2015 e 2025. Descubra os dados chocantes sobre o

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Cassações de Mandatos de Mulheres no Brasil Aumentam em 10 Anos

Entre 2015 e 2025, um número alarmante de mulheres políticos foram alvo de tentativas de cassação ou processos que questionavam sua legitimidade. Um estudo recente, divulgado pelo Instituto E Se Fosse Você na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) em 3 de junho de 2026, revelou que 71 mulheres tiveram seus mandatos ameaçados em 19 unidades da federação.

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Os dados abrangem um período de crescente preocupação com a segurança e o direito à representação política das mulheres no Brasil.

Aumento nos Casos de Cassação

O levantamento demonstra uma escalada significativa nos casos de cassação a partir de 2019, um período marcado pela gestão do Partido Liberal (PL). Em 2015, não havia registros desse tipo. O primeiro caso documentado ocorreu em 2016, durante o processo de impeachment da ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT).

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A pesquisa destaca uma tendência preocupante, com um pico de 30 episódios em 2025, elevando o número total de mulheres afetadas.

Vereadoras São as Principais Vítimas

As vereadoras representam a maioria das vítimas, respondendo por 73% (aproximadamente 7 em cada 10) dos casos de ataque político. Deputadas estaduais, distritais e federais concentram 20% das ocorrências. O estudo identifica um padrão preocupante, descrevendo o fenômeno como um “backlash”, uma reação organizada contra o avanço dos direitos das mulheres.

Partidos e Ideologias por Trás dos Ataques

A análise revela que 40% das congressistas que tiveram seus mandatos questionados são filiadas ao PT ou ao Psol. Por outro lado, os autores dos pedidos de cassação são majoritariamente de partidos de direita e centro-direita, como PL, União Brasil, PP, PSD e MDB (70%).

Homens cisgêneros representam 78% dos agressores, sugerindo que os ataques não se limitam à condição de gênero, mas também a posicionamentos políticos e agendas de gênero.

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O estudo aponta que mulheres que desafiam hegemonias políticas locais por meio de posições ideológicas, oposição ou renovação geracional são frequentemente alvos dessa violência institucional. O PT aparece nos dados tanto como partido de algumas vítimas quanto, em menor grau, como agente em conflitos intrapartidários.

A Agência Brasil divulgou este texto em 4 de maio de 2026, com adaptações para o padrão do Poder360.