MP de São Paulo denuncia quatro suspeitos de monitorar autoridades para atentados do PCC
A denúncia do MPSP revela a complexidade do esquema do PCC, que visava atacar autoridades e destaca a crescente ameaça da facção criminosa em São Paulo.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou quatro pessoas por suposta participação em uma rede de inteligência do PCC (Primeiro Comando da Capital). O grupo estaria envolvido no monitoramento estratégico de autoridades públicas, com o objetivo de viabilizar possíveis atentados contra elas.
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A denúncia foi protocolada na segunda – feira (27) e aponta que os investigados estão ligados ao planejamento de ataques ao coordenador de presídios da região Oeste de São Paulo, Roberto Medina, e ao promotor de Justiça Lincoln Gakiya.
A investigação revelou que cada membro do grupo desempenhava uma função específica, o que dificultava a detecção do esquema pelas autoridades. O MPSP detalha na denúncia a conexão dos acusados com a facção criminosa, além de relatar que eles coletaram informações sobre rotinas, endereços e dados pessoais das autoridades públicas.
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Segundo as apurações, o material reunido tinha como finalidade ser repassado para a “Sintonia Restrita”, setor responsável por coordenar ações estratégicas do PCC e que poderia efetivar os atentados.
Monitoramento das vítimas
Outro núcleo da facção ficou encarregado de monitorar a rotina de Gakiya, realizando capturas de tela sobre seus deslocamentos para o trabalho e academia. O promotor chegou a relatar que o PCC utilizou drones para vigiar sua residência no interior de São Paulo.
Ele acredita que essas ações estão ligadas a um “salve” enviado pelo PCC em setembro do último ano. Nesse mesmo comunicado, além da ordem para executar Ruy Ferraz, também constava a determinação para matar Medina e Gakiya.
No início deste ano, Victor Hugo da Silva e um outro integrante identificado como Gabriel Custódio dos Santos foram condenados por envolvimento nesse plano de execução. Ambos já haviam sido presos preventivamente por tráfico de drogas em outubro de 2025.
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Victor Hugo recebeu uma pena de cinco anos, enquanto Gabriel foi condenado a sete anos em regime inicial fechado.
Decisão judicial
A juíza Sizara Corral de Arêa Leão Muniz Andrade, da 3ª Vara Criminal de Presidente Prudente, rejeitou o pedido dos réus para recorrerem em liberdade e manteve as prisões preventivas. Em sua decisão, a magistrada destacou que a ligação de Victor Hugo com o PCC indicava que sua soltura resultaria na “imediata retomada do tráfico de drogas”.
Quanto a Gabriel, a juíza apontou sua reincidência criminal como um “perigo gerado pelo estado de liberdade” e citou uma tentativa anterior de fuga, reforçando assim a necessidade da prisão para garantir a aplicação da lei penal.