Milei é denunciado por apoio financeiro à candidatura Bolsonarista em São Paulo

Milei enfrenta denúncia por uso indevido de recursos públicos em apoio à candidatura Bolsonarista.

27/07/2026 18:41

3 min

O presidente argentino Javier Milei
O presidente argentino Javier Milei

O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrentou uma denúncia judicial por malversação de fundos públicos e descumprimento dos deveres funcionais após utilizar recursos estatais para participar em um evento político no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ação aponta que o mandatário argentino usaria avião oficial do Estado ao viajar a São Paulo com o objetivo específico de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na convenção onde foi formalizada sua candidatura à Presidência brasileira.

Denúncias judiciais apontam desvio de verba pública

Os advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio apresentaram os autos, sustentando veementemente que deslocar líderes estrangeiros usando aeronaves presidenciais configura grave uso indevido. Segundo eles, levar recursos estatais para um ato político da oposição em outro país representa claramente uma forma de desviamento financeiro público das suas finalidades originais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A denúncia é taxativa ao afirmar que usar a comitiva oficial do presidente argentino visa satisfazer interesses partidários específicos na Argentina ou no Brasil vizinho. Os denunciantes alertam ainda sobre as consequências dessa ação: “os recursos estatais foram desviados para satisfazer os interesses de uma facção política, causando graves danos às relações diplomáticas bilaterais”.

Tensão e ataques políticos durante visita à São Paulo

O clima entre Milei e autoridades brasileiras foi marcado por fortes tensões em 25/07 (sábado). Durante o evento da convenção do Partido Liberal (PL), Javier Milei proferiu declarações duras contra figuras políticas importantes.

Ele chamou Luiz Inácio Lula da Silva, presidente brasileiro, publicamente de “presidiário” e ainda ofendeu Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizando a expressão “lixo careça”, conforme relatos. O magistrado havia proibido previamente que líderes argentinos visitassem Jair Bolsonaro durante sua prisão domiciliar no Brasil.

Em reação aos ataques verbais, órgãos governamentais brasileiros tomaram medidas imediatas: foi necessário chamar seu embaixador em Buenos Aires para consultas com o governo federal. Além disso, Itamaraty convocou Daniel Raimondi, o embaixador argentino residente aqui, pedindo – lhe transmitir formalmente uma repulsa à postura adotada pelo presidente ultraliberal da Argentina.

Leia também

Casa Rosada mantém distância e agenda política

Apesar dos insultos proferidos por Milei — incluindo xingamentos ao homólogo brasileiro de “ladrão” e “esquerdista” —, a Casa Rosada sinalizou que não fará qualquer pedido oficial de desculpas após os incidentes diplomáticos do último sábado (25/07.

A informação foi veiculada pela reportagem La Nación neste domingo (26/07), baseando – se em fontes governamentais. Um alto funcionário familiarizado com o histórico animado entre líderes comentou: “Não haverá pedido de desculpas”.

Em um movimento paralelo à turbulência política, Milei também se reuniu no Palácio dos Bandeirantes para encontrar Tarcísio de Freitas, governador paulista pelo Republicanos. Neste encontro ele recebeu a Ordem do Ipiranga, que representa uma das mais altas honrarias concedidas atualmente pelo governo estadual.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!