El Niño se Intensifica: Probabilidade de 97% Ameaça Brasil em 2026

El Niño se intensifica: Probabilidade altíssima agrava riscos de chuvas extremas e ondas de calor no Brasil em 2026.

27/07/2026 18:01

3 min

Na crise climática de 2024, chuvas acumuladas e concentradas ocasionaram inundações e deslizamentos em várias regiões do RS
Na crise climática de 2024, chuvas acumuladas e concentradas oca...

O fenômeno El Niño já se consolidou no Pacífico equatorial e deve continuar a ganhar intensidade até o fim de 2026, segundo dados recentes do Centro de Previsão Climática (CPC) da agência NOAA.

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A possibilidade desse evento climático é estimada em impressionantes 97%. O aumento das temperaturas na superfície marinha ocorre desde maio passado — um quadro que promete consequências sentidas tanto dentro quanto fora do Brasil.

Impactos climáticos previstos para os próximos meses

Para entender melhor essa extensão global dos efeitos, foi lançado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) o boletim Painel El Niño 2026-2027. Este painel reúne diversas instituições importantes como Inpe, Cemaden, ANA e Serviço Geológico do Brasil, além da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

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A previsão aponta desequilíbrio climático já no segundo semestre brasileiro. Especificamente entre julho e setembro — período que compõe um trimestre crucial —, a região Sul deve registrar chuvas acima da média esperada na área central; por outro lado, espera – se menor volume pluviométrico para as regiões Centro – Norte do país em geral.

Com o aumento das temperaturas registrado desde maio nos mares pacíficos, há uma alta probabilidade de ondas de calor intensas surgirem pelo território nacional, elevando também os riscos potenciais de incêndios florestais severos.

O quadro global: anomalias térmicas

Em escala mundial, indicadores confirmam essa mudança. O índice Niño 3.4 — que é a principal zona monitorada pelos cientistas —, atingiu um valor médio alarmante de 2,1° C e foi classificado como “anomalia absoluta”.

Diante desse cenário complexo, o Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI), da Universidade Columbia em Nova York, estima que o pico do evento climático deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano. No entanto, os especialistas alertaram que isso não significa uma cessação imediata; segundo dados ainda fornecidos pelo IRI, o fenômeno deverá manter força por no mínimo até o final do primeiro trimestre de 2027.

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Consequências já visíveis na América Latina

Os efeitos climáticos extremos estão sendo sentidos globalmente. No Brasil, a magnitude dos eventos foi evidenciada recentemente: as chuvas registradas há poucos dias atingiram cerca de 60 mil pessoas em um total de 218 municípios diferentes, conforme apontado pelo Centro de Operações da Defesa Civil estadual. Nesse contexto, os desabrigados são majoritariamente concentrados; segundo boletins recentes divulgados pela mesma defesa civil, quase nove décimos (91,6%) das vítimas deslocadas — somando aproximadamente 488 indivíduos —, estavam localizadas no Vale do Taquari.

Em outras partes do mundo também é possível notar o impacto. O Hemisfério Norte tem vivenciado crises climáticas a cada verão: países como França e Espanha têm tido que lidar com incêndios florestais rotineiros em suas áreas rurais. Enquanto isso ocorre na Europa, capitais importantes telles Paris e Roma já experimentaram semanas onde as temperaturas máximas se aproximam dos impressionantes 40° C de forma recorrente durante os verões recentes. Tudo indica um quadro global sob forte pressão das mudanças atmosféricas associadas ao El Niño.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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