Marinho atribui desaceleração na criação de empregos a juros altos e tarifaço dos EUA

Marinho alerta que a desaceleração na criação de empregos pode persistir se os juros altos e as tarifas dos EUA continuarem a impactar a economia brasileira.

29/07/2026 16:25

3 min

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho
Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apontou fatores externos e internos como responsáveis pela desaceleração na criação de empregos no Brasil. Durante uma coletiva de imprensa nesta quarta – feira (29), ele comentou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de junho.

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Marinho destacou que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a elevada taxa básica de juros são elementos cruciais para entender essa diminuição nas contratações. Ao ser questionado sobre as razões para o recuo em relação aos mesmos meses dos anos anteriores, o ministro enfatizou que a economia está passando por um processo de desaceleração, diretamente relacionado aos altos juros e às tarifas aplicadas pelo governo do ex – presidente Donald Trump desde o ano passado.

Impactos das Tarifas Americanas

O ministro Luiz Marinho não hesitou em atribuir ao governo Trump os efeitos negativos nas cadeias produtivas brasileiras, especialmente no setor de petróleo. Ele argumentou que as guerras comerciais têm contribuído para agravar a situação econômica do país. “Acredito, levando em consideração essas consequências, estamos em viés positivo na economia; deveríamos estar em descréscimo, são números positivos levando em consideração os juros que estamos praticando, os tarifaços e a guerra”, apontou Marinho.

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A análise do Caged revelou que, apesar da criação de novos postos de trabalho, a velocidade desse crescimento é inferior à observada nos anos anteriores. O cenário é preocupante para muitos especialistas, que temem que essa tendência se perpetue se as condições econômicas não melhorarem.

A alta dos juros tem sido uma estratégia do Banco Central para controlar a inflação, mas também inibe investimentos e contratações.

Projeções para o Futuro

O ministro projetou um crescimento contínuo na geração de empregos ao longo do ano, mas reforçou que esse avanço será mais lento quando comparado ao desempenho observado nos últimos anos. Essa expectativa é baseada nos resultados já apresentados pelo Caged nos meses anteriores de 2026, onde a criação de vagas foi menos robusta.

Marinho ressaltou que o governo está atento à situação e busca formas de estimular o mercado de trabalho sem comprometer o equilíbrio fiscal. Ele acredita que medidas adicionais podem ser necessárias para impulsionar a economia e facilitar a geração de empregos em um cenário desafiador.

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Com isso, fica claro que tanto as políticas internas quanto as ações externas têm influenciado diretamente o panorama do emprego no Brasil. O ministro concluiu sua fala reiterando a necessidade de adaptação às novas realidades econômicas globais e locais.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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