Márcio Elias afirma que Plano Brasil Soberano III terá impacto fiscal zero

Márcio Elias destaca que os recursos do Plano Brasil Soberano III visam apoiar setores estratégicos sem comprometer as contas públicas.

23/07/2026 04:50

2 min

Fotos: solenidade da edição da medida provisória do Brasil Soberano III.
Fotos: solenidade da edição da medida provisória do Brasil Sober...

O ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias, garantiu que os R 18,5 bilhões alocados para o Plano Brasil Soberano III não trarão impacto fiscal. A declaração foi feita a jornalistas na noite desta quarta – feira (22.

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Segundo o ministro, esses recursos são oriundos de valores não utilizados do Brasil Soberano 1, que somam R 13,5 bilhões. Os R 5 bilhões restantes serão complementados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). “Do Brasil Soberano 1, restaram valores não utilizados e o BNDES fez a complementação.

Havia R 13 bilhões do Tesouro desde agosto que não foram aplicados. Esses recursos não impactam porque saíram do Tesouro e foram para o BNDES. Como não foram empregados nem contratados, voltaram para o Tesouro e agora serão utilizados. Portanto, impacto fiscal zero”, afirmou o ministro durante a coletiva de imprensa.

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Detalhes sobre a utilização dos recursos

Márcio Elias também destacou que nem todo o montante pode ser efetivamente utilizado. “Quando falamos de R 18,5 bilhões disponíveis, estamos nos referindo a um teto máximo e não necessariamente ao total que será utilizado. É possível que não precisemos empregar todo esse valor.

Parte do que utilizamos agora é fruto do Brasil Soberano 1, que ficou sem uso. A MP caducou em dezembro e sobraram recursos”, explicou.

A coletiva de anúncio da terceira fase do programa ocorreu no Palácio do Planalto na tarde de quarta – feira e contou com a presença do ministro Bruno Moretti, do MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento). Moretti ressaltou que os aportes se referem a despesas financeiras e, portanto, não afetam o resultado primário.

O Plano Brasil Soberano III tem como público – alvo além das empresas prejudicadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, setores afetados por conflitos internacionais, como o de fertilizantes, além de áreas estratégicas para a balança comercial, como minerais críticos.

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Medida Provisória e expectativas futuras

A criação do plano foi formalizada por meio de uma Medida Provisória editada pelo governo federal nesta quarta – feira (22). O governo informou que os setores impactados pelas tarifas incluem produtos investigados nas Seções 232 e 301.

Os recursos também estarão disponíveis para apoiar setores afetados pela potencial tarifa de 12,5% relacionada à investigação sobre falhas no combate ao trabalho forçado. A expectativa é que o anúncio da aplicação dessa nova taxa aconteça até o final da semana.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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