Keiko Fujimori se reúne com embaixador do Brasil no Peru para fortalecer laços bilaterais

Fujimori e o embaixador do Brasil discutem estratégias para estreitar relações bilaterais antes da posse da nova presidente peruana.

23/07/2026 03:01

3 min

A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, e o embaixador do Brasil, Clemende de Lima Baena Soares
A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, e o embaixador do B...

A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, recebeu nesta quarta – feira (22) o embaixador do Brasil no país, Clemende de Lima Baena Soares, em seu gabinete. Durante o encontro, que ocorreu a poucos dias da posse de Fujimori, marcada para terça – feira (28), ambos discutiram maneiras de fortalecer as relações e os laços de amizade entre Brasil e Peru.

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O governo peruano divulgou um comunicado sobre a reunião. A CNN apurou que o convite para que o Brasil participasse da posse foi feito ao governo brasileiro, porém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comparecerá. Em seu lugar, o chanceler Mauri Vieira deverá representar o país.

Keiko Fujimori: trajetória política

Keiko Fujimori foi confirmada como vencedora da eleição presidencial no Peru no dia 3 de julho. Ela derrotou Roberto Sánchez em uma disputa acirrada e esta é a primeira vez que consegue vencer após três tentativas anteriores. Com 51 anos, Keiko nasceu em Lima em 25 de maio de 1975 e é filha do ex – presidente Alberto Fujimori, que faleceu em 2024.

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Em um vídeo publicado em seu canal no You Tube, Keiko revelou que não tinha planos de entrar para a política quando jovem; seu desejo era ser empresária. Para isso, cursou Administração de Empresas e obteve um mestrado nos Estados Unidos. Sua trajetória política começou em 2005, quando seu pai a convidou para se candidatar ao Congresso durante uma crise que envolvia sua investigação por corrupção.

Fujimori conquistou uma cadeira no Congresso nas eleições seguintes pela Aliança para o Futuro (AF). O ex – presidente Alberto Fujimori foi extraditado do Chile em 2007 e condenado a 25 anos de prisão por homicídio qualificado e lesão corporal grave.

Apesar das acusações contra ele, tanto ele quanto sua família sempre negaram qualquer irregularidade.

Campanha eleitoral focada na segurança

No âmbito eleitoral deste ano, Fernando Tuesta, cientista político da Pontifícia Universidade Católica do Peru, destacou que Keiko se apresentou como “herdeira” do legado de seu pai durante a campanha. Ela fez uma plataforma centrada na segurança pública e na “ordem”, evocando um passado recente marcado pela controvérsia.

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A promessa de restaurar a ordem foi um dos pilares de sua campanha, além de propostas voltadas à segurança nacional. Keiko propôs a criação de centros interligados de comando e vigilância com uso de inteligência artificial para mapear a criminalidade e coordenar emergências.

Além disso, no combate à corrupção, ela sugere fortalecer os processos orçamentários e ampliar os poderes da Controladoria – Geral da República. No setor econômico, planeja desburocratizar processos para pequenas e médias empresas.

Desafios pessoais e políticos

A vida política de Keiko também foi marcada por desafios legais. Em 2017, foi investigada por supostamente ter recebido financiamento ilegal da Odebrecht para suas campanhas presidenciais — alegações que ela nega veementemente. Em 2018, ficou presa por esse caso durante 13 meses até conseguir responder ao processo em liberdade após recurso familiar aceito pelo Tribunal Constitucional do Peru.

Ao longo dos anos, Keiko tem se posicionado como uma figura forte na política peruana através da fundação do partido Fuerza Popular em 2009. De acordo com Fernando Tuesta, esse partido ajudou a consolidar sua presença política com uma base sólida de apoio popular.

Keiko chegou ao segundo turno das eleições presidenciais em três ocasiões anteriores: em 2011 perdeu para Ollanta Humala; em 2016 foi superada por Pedro Pablo Kuczynski; e em 2021 novamente ficou atrás de Pedro Castillo. As margens foram sempre apertadas: ela teve cerca de 48% dos votos em 2011 e aproximadamente 49% nas outras duas disputas.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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