Larissa Agostini pressiona por fim à publicidade adulta em esportes e espaços públicos

Larissa Agostini intensifica campanha contra publicidade adulta em esportes e espaços públicos com foco nas vulneráveis crianças.

18/07/2026 19:26

3 min

Corinthians fecha patrocínio com plataforma adulta Fatal Fans
Corinthians fecha patrocínio com plataforma adulta Fatal Fans

Uma petição que conta com mais de 22 mil assinaturas está pressionando por uma proibição total da publicidade proveniente do conteúdo adulto em uniformes esportivos e outros espaços públicos.

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A mobilização surgiu após um incidente específico na área desportiva, reacendendo o debate sobre os limites permitidos para anúncios comerciais no esporte — especialmente quando há envolvimento direto ou indireto com crianças e adolescentes.

A ativista Larissa Agostini, fundadora da Digna Brasil, detalhou a situação durante entrevista ao Conexão BdF, produzido pela Rádio Brasil de Fato.

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O modelo comercial por trás dos patrocínios

Agostini explicou que uma das empresas ligadas à questão é Atlas Technology; ela detém também Fatal Fans, plataforma associada a modelos do conteúdo adulto conhecido como “Fatal Model“, onde se conecta prostitutas diretamente aos clientes pagantes.

Segundo as informações apresentadas na rádio, o acesso publicitário provou ser mais fácil para essa empresa utilizando material com teor erótico em vez de focar apenas no agenciamento tradicional. A ativista comparou esse cenário ao impacto coletivo visto nas apostas esportivas (bets), defendendo que há responsabilidade social por parte da sociedade e dos órgãos reguladores nesse tipo de fenômeno comercial emergente.

Ela ainda apontou que os laços comerciais entre Atlas Technology e clubes não são recentes; a companhia foi grande patrocinadora nos times Série B do Brasileirão durante 2024, atuando em patrocínios superiores aos dez jogos na categoria. Além disso, Agostini mencionou tentativas anteriores pela empresa negociar o naming rights— ou seja, mudar nomes— tanto no Clube Vitória quanto no Barradão [estádio], embora esses últimos tenham sido recusados até agora.

O debate sobre limites legais para anúncios

Para Larissa Agostini, contudo, é fundamental desvincular essa discussão de um clube específico como Corinthians ou da própria Atlas Technology; a questão central reside nos parâmetros regulatórios que devem ser estabelecidos em relação à publicidade comercial.

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A ativista defendeu veementemente que os espaços esportivos também pertencem ao ambiente infantil e juvenil. Por isso, além do cuidado com conteúdos inadequado etariamente, o foco deve estar na proteção geral contra certos tipos de propaganda.

Essa mobilização visa criar uma legislação clara capaz de impor regras rígidas quanto a esse tipo particular de anúncio no esporte brasileiro. Atualmente, apenas o estado do Rio de Janeiro possui lei específica proibindo anúncios relacionados a conteúdo erótico em locais públicos ou áreas de grande circulação da população local.

Diante desse cenário regulatório incompleto para todo país, duas parlamentares paulistas — vereadora Marina Bragante (PSB) e deputada estadual Marina Helou (também PSB)— protocolaram projetos de lei importantes: um nível municipal e outro na esfera estadual.

Ambos visam proibir publicidade com este teor não só nos eventos esportivos, mas também amplamente distribuída por espaços sociais abertos à comunidade. A expectativa é que o movimento popular possa impulsionar uma iniciativa legislativa ainda maior no âmbito nacional do Brasil.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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