Juros futuros encerram dia com leve queda, enquanto mercado aguarda decisão do Copom

Mercado financeiro observa queda nas taxas de juros futuros enquanto investidores se preparam para a decisão do Copom, marcada por incertezas econômicas.

Dinheiro

O pregão desta quarta – feira, 3 de agosto de 2026, foi marcado por uma movimentação atípica e com baixa liquidez, em decorrência de problemas técnicos na B 3. A curva de juros futuros apresentou comportamento confuso para os agentes do mercado.

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Apesar da alta dos retornos dos Treasuries e do aumento no preço do petróleo, os vértices médios e longos registraram mínimas intradia, revertendo a leve alta observada anteriormente.

Essa tendência ocorre na semana que antecede a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), onde a ponta curta já operava em baixa.

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Um trader, que preferiu não ser identificado, afirmou que “nada” justificou o alívio registrado no mercado, especialmente considerando que essa movimentação vai contra o cenário externo. No entanto, ao final da sessão, a queda foi praticamente neutralizada em meio à oscilação típica de dias sem direções claras e com volume reduzido de negócios.

Ao encerrar, a taxa do DI para janeiro de 2027 caiu de 13,818% para 13,81%. O DI para janeiro de 2029 variou entre 14,123% e 14,13%, enquanto o DI para janeiro de 2031 teve uma leve redução para 14,39%, vindo de 14,41%.

Expectativas sobre a Selic

No contexto da próxima decisão do Banco Central, todos os vértices cederam coletivamente. O miolo da curva perdeu cerca de 35 pontos – base, seguido pela diminuição de aproximadamente 25 pontos na ponta longa e cerca de 15 pontos na parte curta. Marcelo Fonseca, economista – chefe do grupo CVPAR, projeta mais dois cortes na Selic de 0,25 ponto cada.

No entanto, ele acredita que este não é o momento adequado para reduzir a taxa devido às pressões fiscais e à inflação ainda resistente.

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“O BC está com disposição de tomar mais risco do que seria prudente”, disse Fonseca. Ele criticou a política fiscal atual como “fora de controle” e considerou as projeções inflacionárias da autoridade monetária “extremamente benignas”.

Nesta manhã também foi divulgado pelo Banco Central o resultado primário do setor público consolidado, que apresentou um déficit de R 55,313 bilhões em junho — valor superior ao esperado pela mediana das projeções do Projeções Broadcast (R 49,300 bilhões.

Implicações fiscais e externas

Fonseca apontou que o déficit nominal corresponde a 10% do PIB e que a dívida pública já cresceu mais de três pontos percentuais neste ano. Ele ressaltou que a curva de juros tem sido um termômetro importante das incertezas eleitorais no país. Em sua análise, tanto as condições fiscais quanto a expectativa sobre o ciclo contínuo de redução da Selic ajudaram a explicar o ganho na inclinação da curva no mês passado.

Julho se encerrou com um recuo de 20 pontos – base no DI para janeiro de 2027 e uma virtual estabilidade nos vértices médios. Já houve um aumento de 15 pontos no contrato para janeiro de 2031. Ontem à tarde, às 17h 10, os retornos dos T – Notes nos Estados Unidos mostraram aumentos significativos: o título com vencimento em dois anos subiu de 4,258% para 4,270%, enquanto o juro do título com dez anos avançou de 4,677% para 4,708%.

O T – Bond com vencimento em trinta anos viu seu retorno aumentar também — passando de 5,214% para 5,250%.

Reações ao cenário internacional

Thomas Simons, economista do Jefferies Group, comentou sobre os níveis elevados dos juros dos títulos americanos: os títulos com vencimento em trinta anos estão nos patamares mais altos desde junho de 2007. Os títulos com dez anos também estão próximos do pico histórico dos últimos dezenove anos.

Simons atribui essa piora à recente reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), onde o Federal Reserve optou por manter os juros inalterados nesta semana — mas contou com três votos divergentes favoráveis à alta.

A comunicação do Fomc gerou dificuldades no mercado financeiro norte – americano em assimilar as informações apresentadas durante a reunião.