Isa Energia opta por não participar de leilão de transmissão e foca em leilão de baterias

A transmissora colombiana Isa Energia anunciou que não participará do próximo leilão de transmissão, agendado para breve, e decidiu focar em novas oportunidades no setor. Em entrevista à CNN, o CEO Rui Chammas revelou que a empresa está avaliando sua participação em um leilão voltado para armazenamento de energia, o que pode representar uma nova área de crescimento para a companhia.
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O Ministério de Minas e Energia (MME) definiu dois certames distintos: um para projetos com conteúdo nacional e outro aberto a todos os fornecedores. Essa estratégia visa estimular a indústria local enquanto mantém a competição saudável. “Não está nos nossos planos ir para o leilão de transmissão, mas estamos estudando o leilão de baterias”, afirmou Chammas.
Vantagem competitiva na nova fase
Caso a Isa confirme sua participação no leilão de armazenamento, a empresa terá uma vantagem sobre os concorrentes. Hoje, é a única transmissora no país com experiência operacional em sistemas de armazenamento em baterias, possuindo uma instalação de 30 MW em Registro (SP.
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Esse projeto foi criado para fortalecer o fornecimento de energia ao litoral sul paulista durante os períodos de maior demanda, especialmente nas festas de fim de ano.
A decisão da companhia de explorar esse novo mercado surge após um período significativo de expansão na área de transmissão. O último leilão do setor em que a Isa participou ocorreu em junho de 2023. Atualmente, a empresa está implementando um plano de investimentos que soma R 12 bilhões, voltado à execução dos projetos adquiridos em leilões anteriores e melhorias na sua rede elétrica.
Aspectos regulatórios e desafios
Chammas destacou que o modelo regulatório do leilão de baterias possui características similares às concessões de transmissão, o que torna essa nova empreitada atraente. “As regras do leilão têm uma característica que aproxima muito da gestão dos ativos que temos em concessão: não há risco quanto ao volume ou ao preço da energia; haverá pagamento por disponibilidade, representando uma quarta avenida de crescimento no nosso portfólio”, explicou o executivo.
No entanto, ele também expressou preocupações sobre incertezas relacionadas ao tamanho da demanda que será contratada pelo governo. Silvia Wada, diretora financeira da empresa, complementou essa visão ao mencionar que a intensa concorrência pode impactar negativamente as margens durante as disputas.
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O primeiro leilão brasileiro focado em armazenamento em baterias gerou grande expectativa no mercado e, segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), atraiu um volume recorde. As baterias receberão remuneração pela disponibilidade de potência ao sistema elétrico, atuando como reserva para momentos críticos e aumentando a confiabilidade da operação.
Esse modelo reduz os riscos enfrentados pelos investidores relacionados aos preços e à comercialização da energia, alinhando – se assim mais estreitamente ao perfil tradicional das empresas do setor.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



