Investigação da PF sobre Lulinha pode complicar campanha de Lula, avaliam especialistas

A investigação da PF sobre Lulinha pode gerar um desgaste significativo na imagem de Lula, afetando sua campanha nas eleições de 2026.

31/07/2026 07:30

3 min

Lulinha investigado pela PF dificulta campanha de Lula?
Lulinha investigado pela PF dificulta campanha de Lula?

Na quinta – feira (31), o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto discutiram no programa O Grande Debate a investigação da Polícia Federal (PF) sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e seu impacto na campanha do pai, o ex – presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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A PF solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar se Lulinha cometeu tráfico de influência em relação ao Ministério da Saúde no processo de autorização para a comercialização de cannabis medicinal.

O pedido foi atribuído ao ministro André Mendonça, que já havia autorizado a investigação. Este não é o primeiro episódio envolvendo Lulinha em investigações. Ele também foi mencionado em um inquérito sobre desvios do INSS, sob relatoria do mesmo ministro, devido à sua ligação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

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Ao comentar a situação, Lula garantiu que não haverá privilégios e afirmou que, se seu filho for julgado, ele não se esconderá e voltará ao Brasil.

Impacto eleitoral da investigação

Leonardo Bortoletto considerou que a investigação pode complicar a campanha de Lula. “É óbvio que vai dificultar a campanha”, afirmou. Segundo ele, o fato de ser o filho do candidato e as recorrentes notícias negativas associadas ao nome de Lulinha são agravantes. “Todas as vezes que aparece no noticiário não é para enobrecer a família”, destacou Bortoletto.

Ele também enfatizou que investigações abertas costumam permanecer sem conclusão durante períodos eleitorais, criando um fluxo contínuo de informações que pode influenciar os eleitores. O tema da corrupção é particularmente sensível para o eleitorado brasileiro, e Bortoletto acredita que será desafiador desvincular a imagem do candidato das investigações envolvendo pessoas próximas.

Posturas contrastantes entre Lula e Bolsonaro

José Eduardo Cardoso apresentou uma visão diferente sobre a situação. Para ele, a resposta de Lula à investigação reflete uma postura republicana. Lula declarou: “Se meu filho fez besteira, ele terá que ser investigado, apurado e punido.” Cardoso comparou essa atitude à de Jair Bolsonaro, afirmando que o ex – presidente teria tentado intervir na Polícia Federal para impedir investigações sobre seus filhos — algo relatado por Sérgio Moro ao deixar o ministério.

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A diferença central, segundo Cardoso, está na postura do ocupante do cargo: “Filho meu responde como qualquer cidadão. Essa é a diferença que deve ser marcada.” Ele defendeu ainda que Lulinha não deve ser pré – julgado e observou que os fatos apresentados até agora parecem menos graves do que outras investigações anteriores.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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