Iata define regras claras para transporte de animais em avião

Quem planeja viajar de avião com um animal deve se preparar para mudanças significativas na forma como as companhias aéreas conduzem esse tipo específico de transporte, segundo novas diretrizes da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA.
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Para padronizar procedimentos e reduzir dúvidas entre passageiros e empresas do setor, o órgão publicou orientações detalhadas que cobrem todas as etapas — desde a compra até o desembarque.
A iniciativa visa tornar todo o processo mais claro no ar, complementando regras já existentes sobre cães de assistência em voos comerciais internacionais. Brendan Sullivan, diretor global de Cargas da IATA, reforça que é fundamental fornecer informações transparentes aos tutores para garantir uma operação segura e uniforme durante toda viagem com pets na cabine aérea.
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Requisitos antes do embarque: preparação obrigatória
As novas recomendações exigem das companhias aéreas clareza total quanto às espécies permitidas viajar pela aeronave ou quais são os requisitos específicos aplicáveis nos países envolvidos (origem, conexão e destino). Além disso, a reserva dedicada ao transporte animal deve ser feita no período entre 48 e 72 horas antecedendo o voo programado.
Nesse prazo crucial, as empresas devem disponibilizar detalhes sobre taxas de serviço, documentação necessária para viabilização da passagem e canais oficiais para solicitação desse tipo especial.
Os passageiros têm responsabilidade em apresentar uma série completa de documentos: certificados atualizados de saúde do pet, comprovantes válidos de vacinação obrigatória, além das autorizações exigidas tanto pela companhia aérea quanto pelas autoridades dos diversos países que fazem parte do trajeto internacional. É igualmente importante acostumar o animal à caixa específica antes mesmo de chegar ao aeroporto; a IATA aconselha também evitar sedativos ou medicamentos controlados no dia do voo.
A exceção ocorre apenas quando há prescrição veterinária devidamente documentada junto aos tutores e às companhias aéreas envolvidas na viagem.
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Inspeções nos portos e durante todo o percurso
As orientações da entidade não se limitam só à preparação pré – voo, abordando rigorosamente os procedimentos em segurança realizados nas plataformas dos aeroportos internacionais. Dependendo das regras locais, animais com suas caixas podem passar por inspeções específicas que até mesmo exigem orientação ao tutor para retirar temporariamente o animal de seu abrigo fechado.
A caixa utilizada deve atender a padrões definidos pela IATA: precisa caber totalmente sob o assento localizado imediatamente à frente do passageiro responsável pelo pet; além disso, é obrigatório garantir ventilação adequada no recipiente.
Antes de qualquer descolagem ou pouso e durante todo o voo, as equipes da companhia aérea devem verificar minuciosamente tanto os documentos quanto o bem – estar físico dos pets embarcados. A tripulação também será orientada sobre como agir em situações sensíveis envolvendo alergias severas ou fobias apresentadas por outros viajantes na aeronave.
Caso seja detectado que um animal apresenta sinais visuais claros de estresse excessivo, doença súbita ou se a caixa não estiver totalmente conforme aos padrões exigidos pela IATA, deverá ser recusado imediatamente do processo de embarque para garantir segurança.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



