IA transforma autenticação digital e revela que métodos tradicionais já não garantem segurança
A pesquisa da Check Point Research destaca a urgência de atualizar métodos de autenticação.
O Relatório de Segurança em IA 2026, desenvolvido pela Check Point Research (CPR), revela que métodos tradicionais de autenticação, como reconhecimento de voz e imagem, já não são suficientes para validar identidades no ambiente digital. O estudo foi obtido com exclusividade pela CNN Brasil e aponta que a evolução da inteligência artificial (IA) permitiu a criação de rostos, vozes e vídeos artificiais extremamente convincentes.
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Conforme a pesquisa, até mesmo especialistas treinados para identificar imagens geradas por IA conseguiram acertar apenas cerca de 41% dos rostos sintéticos apresentados. Para participantes sem esse treinamento, a taxa de acerto caiu ainda mais, para cerca de 30%.
Esses números indicam que menos da metade das pessoas consegue diferenciar entre um ser humano real e uma criação digital.
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A biometria em transformação
A conclusão do relatório representa uma mudança significativa na maneira como empresas, bancos e órgãos públicos devem abordar a verificação da identidade dos usuários. Os pesquisadores destacam que, embora a biometria continue sendo relevante, ela deve se tornar apenas uma parte de um processo de autenticação mais complexo.
Futuramente, espera – se que a biometria seja combinada com outros métodos, como autenticação multifatorial e análise do contexto do acesso. Isso significa que os sistemas passarão a considerar não só características físicas do usuário, mas também fatores como local e horário em que o serviço está sendo acessado.
Os novos riscos digitais
O relatório também enfatiza que a identidade digital se tornou um alvo principal para criminosos utilizando inteligência artificial. Hoje em dia, é possível criar documentos falsificados, vozes clonadas e até perfis digitais quase idênticos aos originais.
Essa transformação altera o conceito de identidade no ambiente digital.
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Os pesquisadores afirmam que a identidade está mudando de “quem é o usuário” para “quem ou o que pode ser confiado pela IA”. Além disso, as deepfakes evoluíram de ferramentas pontuais para componentes centrais em ataques sofisticados, englobando fraudes financeiras e invasões de contas.
Profundidade das ameaças com IA
Outro aspecto abordado pelo estudo é o uso crescente da inteligência artificial como ferramenta de ataque. Técnicas como prompt injection têm sido utilizadas para manipular modelos de IA através de comandos ocultos. A Check Point analisou 1,2 bilhão de URLs e identificou cerca de 15.300 prompts maliciosos.
Desses, 70% estavam escondidos em partes invisíveis das páginas da internet. A detecção desses ataques aumentou significativamente entre março e maio de 2026, indicando que essa técnica é agora uma ameaça operacional real.
Diante desse cenário alarmante, o relatório conclui que as empresas precisam adotar estratégias de autenticação em múltiplas camadas. Nenhum método isolado – seja voz, documento ou vídeo – é capaz de garantir segurança suficiente na validação da identidade no meio digital atual.