Gilmar volta a defender Moraes e afirma que a intervenção dos EUA é “inadequada”

O ministro acrescentou que existem iniciativas contra o Supremo Tribunal Federal que foram retomadas no Congresso e que é necessário ter cautela ao aval…

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O ministro Gilmar Mendes, do STF, reiterou seu apoio ao ministro Alexandre de Moraes na quarta-feira (27).

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Gilmar declarou desconhecer os detalhes da determinação de reforçar o policiamento na residência de Jair Bolsonaro, mas manifestou seu apoio “inabalável” a Moraes.

Apoio inquestionavelmente o ministro Alexandre de Moraes. Acredito que o Brasil deve muito a ele. Se estamos aqui hoje em um ambiente democrático, devemos muito ao ministro Alexandre de Moraes. E sei que a história fará justiça a ele.

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O ministro ainda declarou que as ações do governo dos Estados Unidos para exercer pressão sobre o Supremo Tribunal são de todo improcedentes.

Não se admite que um governo estrangeiro interfira na legislação ou nas decisões soberanas de outro país.

É evidente que negociações comerciais se fazem constantemente. No entanto, tentar envolver nessa cesta o papel institucional do país, seja lá qual for, é inadequado. É como se nós, por exemplo, exigíssemos nas negociações que nos fossem reveladas as pessoas mencionadas nos arquivos Epstein nos EUA. Não faz sentido algum.

Com o julgamento de Bolsonaro iminente, aumenta o temor de novas sanções americanas ao governo brasileiro. Segundo a CNN, o Brasil será representado por um escritório de advocacia nos Estados Unidos na tentativa de revogar sanções impostas pelo governo Donald Trump.

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As ações que serão abertas visam reverter não apenas a “tarifat” de 50%, mas a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes.

Gilmar mencionou que as medidas contra o STF retomaram vigor no Congresso devido ao recurso da oposição. Uma parcela dos deputados busca restringir o privilégio do foro e condicionar a instauração de processos penais contra parlamentares a uma autorização prévia no Legislativo.

O ministro declarou que o Brasil já experimentou, ao longo de sua história, episódios lamentáveis de uso e abuso do foro privilegiado em todas as instâncias e defendeu que é necessário o “juízo” ao propor mudanças nesses temas.

O ministro, questionado sobre a possibilidade do Supremo analisar as alterações e invalidá-las, declarou que é imprescindível aguardar o andamento do processo.

Fonte por: CNN Brasil