Fóssil de réptil marinho de 245 milhões de anos na China revela órgãos internos preservados

A descoberta do fóssil da Austronaga minuta oferece novas perspectivas sobre a evolução dos répteis marinhos e suas adaptações anatômicas.

30/07/2026 16:40

3 min

Fóssil do réptil marinho Austronaga minuta, com 245 milhões de anos
Fóssil do réptil marinho Austronaga minuta, com 245 milhões de a...

Pesquisadores fizeram várias descobertas significativas em 2026, revelando novos dados sobre a evolução e a história das espécies ao redor do mundo. Entre as descobertas, um fóssil de um réptil marinho encontrado na China, datado de 245 milhões de anos, chamou a atenção por sua notável preservação.

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O espécime da Austronaga minuta foi desenterrado na província de Yunnan, uma área conhecida por abrigar fósseis bem preservados. Os cientistas conseguiram analisar o estômago, fígado e intestinos do animal, fornecendo uma visão inédita sobre a anatomia interna dos répteis antes da era dos dinossauros.

Detalhes sobre o fóssil da Austronaga

A análise revelou que o estômago do Austronaga tinha uma forma simples, com uma única câmara, em contraste com as câmaras duplas observadas em aves e crocodilos. Essa descoberta sugere que a estrutura mais complexa do estômago pode ter evoluído em um estágio posterior da evolução dos arcossauros primitivos.

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O fígado do animal estava localizado atrás do estômago e ainda apresentava cor vermelha, indicando a presença de resíduos de hemoglobina. “O fato de que resíduos de hemoglobina, com elevado teor de ferro, ainda foram identificados em um fóssil de 245 milhões de anos é surpreendente”, comentou Spiekman, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Além disso, os pesquisadores observaram que o intestino do Austronaga seguia um padrão simples e reto. Isso é característico de répteis predadores, cuja digestão é menos complexa quando comparada à dos herbívoros. “A carne é mais fácil de digerir do que as plantas”, destacou Spiekman.

Outras descobertas arqueológicas relevantes

Outra importante descoberta ocorreu em Oxirrinco, no Egito, onde arqueólogos encontraram uma múmia com uma passagem da “Ilíada” de Homero presa ao abdômen. Essa descoberta inusitada reforça o valor histórico da cidade antiga.

No Brasil, um fóssil descoberto no município de Dona Francisca resultou na identificação de uma nova espécie de réptil batizada como Silescelida acristata. Esse animal viveu há cerca de 240 milhões de anos, antes mesmo da era dos dinossauros.

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Cientistas também identificaram polvos gigantes que habitavam os oceanos há aproximadamente 100 milhões de anos. Fósseis raros mostram que esses animais podiam medir até 19 metros e possuíam mandíbulas poderosas adaptadas para triturar presas duras.

Impacto das descobertas

A pesquisa científica continua a revelar novos aspectos sobre a vida pré – histórica e a evolução das espécies. As informações coletadas não apenas ampliam nosso entendimento sobre os répteis antigos como também contribuem para o debate sobre a evolução das características anatômicas nas linhagens modernas.

Essas descobertas sublinham a importância das pesquisas paleontológicas na reconstrução da história biológica da Terra e na compreensão das relações entre diferentes espécies ao longo dos milênios.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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