Forças Armadas dos EUA intensificam ataques contra o Irã pelo 13° dia consecutivo

A escalada dos ataques dos EUA ao Irã reflete a crescente tensão na região, impactando os preços globais do petróleo e a segurança das rotas comerciais.

Imagens divulgadas pelo CENTCOM mostram navios de guerra da Marinha dos EUA no Oriente Médio

As forças armadas dos Estados Unidos intensificaram seus ataques contra o Irã, conforme anunciou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) em uma publicação na rede social X nesta quinta – feira, 23 de fevereiro de 2026. De acordo com a instituição, esta é a 13ª noite consecutiva de ofensivas, com o objetivo de responsabilizar o país e diminuir as ameaças representadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial.

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Os ataques começaram às 18h 45, no horário da costa leste americana (19h 45 em Brasília). O CENTCOM destacou que a operação visa proteger os interesses marítimos na região e garantir a segurança das rotas comerciais. A escalada do conflito ocorre em meio a um aumento das hostilidades entre os dois países.

Posição do presidente americano

Mais cedo, durante uma visita à Agência de Proteção Ambiental, o presidente Donald Trump deixou claro que ainda não está disposto a negociar um novo cessar – fogo com o Irã. Ele afirmou que os iranianos “precisam de mais do mesmo”, referindo – se à necessidade de uma postura mais firme por parte dos EUA após dias seguidos de ataques aéreos. “Estamos indo muito bem em relação à República Islâmica do Irã; estamos indo extremamente bem”, declarou Trump.

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Ao comentar sobre as intenções dos líderes iranianos, Trump classificou – as como “malignas” e reiterou seu compromisso em impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Essa declaração reflete a posição dura do governo americano frente ao regime teocrático iraniano, que tem sido acusado de desestabilizar a região com suas atividades militares e apoio a grupos insurgentes.

Contexto do conflito

A atual ofensiva dos EUA contra o Irã se intensificou após uma série de ataques iranianos a navios no estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo. Desde então, os preços globais do petróleo têm flutuado drasticamente, alcançando patamares próximos a 100 dólares por barril devido às incertezas geradas pela escalada do conflito.

Além das ações aéreas, os EUA também reimpuseram um bloqueio naval aos navios iranianos no estreito, aumentando as tensões na região. As forças americanas têm atacado alvos estratégicos dentro do território iraniano nos últimos dias, como parte de uma estratégia mais ampla para conter as atividades hostis do regime.

Repercussão internacional

A situação tem gerado preocupações entre aliados dos EUA e na comunidade internacional. A escalada militar pode provocar uma resposta não apenas do Irã, mas também afetar outros países da região que têm interesses econômicos e políticos no Golfo Pérsico.

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A possibilidade de um conflito armado mais amplo preocupa analistas e líderes mundiais.

Com essa nova fase de confrontos, observa – se um aumento nas discussões sobre as políticas externas dos Estados Unidos e como elas podem impactar não apenas suas relações bilaterais com o Irã, mas também sua posição estratégica em outras partes do mundo.

A crescente tensão entre os dois países continua sendo monitorada atentamente por especialistas e autoridades internacionais, que buscam entender as possíveis consequências dessa escalada militar na segurança global e nas economias dependentes do petróleo.