Foguete Falcon 9 da SpaceX deve colidir com a Lua em 5 de outubro de 2026 e gerar pluma de poeira

A colisão do Falcon 9 com a Lua poderá proporcionar um espetáculo visual, com uma pluma de poeira que pode alcançar até 20 quilômetros de altura.

Um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, deve colidir com a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira (5)

Um estágio superior descartado do foguete Falcon 9, da SpaceX, está prestes a atingir a superfície da Lua. A colisão está prevista para ocorrer na madrugada de quarta – feira, 5 de outubro de 2026, às 3h35min37s, pelo horário de Brasília. O impacto pode gerar um clarão visível e é identificado como 2025-010D.

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Pesando cerca de quatro toneladas, o estágio deve colidir com a Lua a uma velocidade impressionante de 2,43 quilômetros por segundo, que equivale a aproximadamente 8.700 quilômetros por hora. O ponto de impacto será nas proximidades da cratera Einstein, localizada ao longo do limbo iluminado do satélite natural.

Expectativas e detalhes sobre o impacto

Modelos científicos que analisam a massa e a orientação do foguete indicam que a colisão poderá ocorrer com uma margem de erro bastante estreita, tanto em termos de tempo quanto em relação à localização exata. O clarão gerado pela colisão deverá ter uma duração inferior a um segundo; no entanto, sua intensidade é incerta.

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A presença do Sol iluminando a região pode reduzir o contraste e dificultar a visualização do fenômeno a olho nu.

Para aqueles interessados em acompanhar o evento, recomenda – se o uso de telescópios e câmeras capazes de gravar em alta velocidade. Além disso, os pesquisadores estão atentos à possibilidade da formação de uma pluma de poeira e fragmentos resultantes do impacto.

As simulações indicam que essa pluma pode atingir entre 15 e 20 quilômetros de altura. Uma estrutura central mais estreita poderia alcançar dezenas de quilômetros durante o evento.

A posição onde se espera que ocorra a pluma será próxima ao limbo lunar. Esse fenômeno poderá ser visualizado em contraste com o fundo escuro do espaço, criando uma imagem impressionante para observadores equipados adequadamente.

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Alterações na trajetória do impacto

Em observações realizadas nesta terça – feira (4), cientistas apontaram que o local calculado para o impacto sofreu uma leve alteração. Agora, ele se encontra em uma área um pouco mais escondida na borda da Lua. Essa mudança pode influenciar como será percebido o evento a partir da Terra.

Vale destacar que essa colisão não representa nenhum risco para o nosso planeta e não causará alterações perceptíveis na órbita lunar. Os efeitos serão limitados à formação de crateras e movimentação da poeira lunar.

Repercussões futuras

A colisão não apenas provocará um espetáculo visual para os entusiastas da astronomia, mas também servirá como um objeto de estudo para cientistas interessados em entender melhor as consequências dos impactos sobre a superfície lunar. Embora não sejam esperadas mudanças significativas na dinâmica lunar devido ao impacto deste estágio específico, eventos semelhantes podem ter implicações relevantes no futuro.

A comunidade científica se mantém atenta aos desdobramentos desse fenômeno e aos dados que poderão ser coletados por meio das observações planejadas.