Final da Copa do Mundo bate recorde com 63 milhões de espectadores nos EUA

A final da Copa do Mundo, que ocorreu no último domingo (19), entre Espanha e Argentina, alcançou uma audiência histórica nos Estados Unidos. Aproximadamente 63 milhões de espectadores assistiram à vitória da seleção espanhola por 1 a 0, estabelecendo um novo recorde para o torneio no país e destacando o crescimento do futebol entre os americanos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Realizada em Nova Jersey, a partida terminou empatada sem gols até a prorrogação, quando a Espanha garantiu seu bicampeonato mundial com um gol decisivo. A transmissão em inglês pela Fox atraiu 38,9 milhões de telespectadores, enquanto a cobertura em espanhol da Telemundo e da plataforma Peacock somou mais 23,9 milhões.
Juntas, essas emissoras superaram em mais do que o dobro a audiência da final de 2022, realizada no Catar, que teve 22,3 milhões de espectadores nos Estados Unidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Crescimento das audiências
Esse desempenho excepcional coroou um torneio considerado um sucesso para as emissoras detentoras dos direitos de transmissão. De acordo com informações da imprensa americana, a Fox investiu cerca de US485 milhões pelo pacote de transmissão, enquanto a Comcast, controladora da Telemundo, desembolsou aproximadamente US 600 milhões.
Além da final, outros jogos do mata – mata também atingiram números expressivos.
Por exemplo, o duelo entre Inglaterra e México nas oitavas de final atraiu quase 45 milhões de espectadores. Esse número superou eventos recentes de outras grandes ligas esportivas dos Estados Unidos. O confronto teve uma audiência maior do que o Jogo 7 da World Series da MLB, que reuniu cerca de 27 milhões de pessoas, e também ultrapassou a partida decisiva da NBA, onde o New York Knicks venceu o San Antonio Spurs diante de aproximadamente 25 milhões.
Fatores que impulsionaram as audiências
Analisando os fatores que contribuíram para esse aumento na audiência, especialistas apontam que os horários das partidas foram adaptados ao horário nobre dos Estados Unidos. Além disso, havia grande expectativa em torno das últimas participações em Mundiais de estrelas como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
Leia também
O forte interesse do público hispânico também foi crucial para elevar os números na Telemundo.
Especialistas do mercado publicitário informam que um comercial de 30 segundos durante os jogos do mata – mata chegou a custar até US 1 milhão — mais do que o dobro do valor cobrado na Copa de 2018. Entre os anunciantes estavam grandes marcas como PepsiCo, Home Depot, Anheuser – Busch e Coca – Cola.
Novas estratégias comerciais
As pausas para hidratação introduzidas na competição também trouxeram benefícios financeiros significativos às emissoras. Essas interrupções dividiram as partidas em quatro blocos e abriram novos espaços publicitários. Estimativas indicam que a Fox pode arrecadar pelo menos US 250 milhões apenas com a venda desses intervalos comerciais.
Especialistas acreditam que esse modelo deve continuar nas próximas edições do torneio, aumentando assim o valor dos direitos de transmissão. No entanto, ainda existem questionamentos sobre a continuidade de outras inovações inspiradas no esporte americano, como o show no intervalo da final — que estendeu o descanso para impressionantes 27 minutos — e a criação de um anel para os campeões.
A próxima edição da Copa do Mundo está marcada para ocorrer em 2030 e será seguida por outra na Arábia Saudita em 2034. Neste contexto, há preocupações sobre como horários menos favoráveis ao público dos Estados Unidos poderão impactar as audiências futuras.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



