Familiares rejeitam posse de Fujimori após protesto simbólico

Familiares das vítimas dos governos ligados a Alberto Fujimori realizaram uma manifestação simbólica na manhã desta terça – feira, dia 28 de julho de 2026, nas imediações do Palácio da Justiça, em Lima. O protesto envolve também diversas organizações sociais e culturais que utilizaram o ato para representar pedagogicamente as demandas por transparência no país.
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O movimento realizou a prática conhecida como “lavagem de bandeiras”, submergindo e esfregando os símbolos nacionais com água e sabão nos espaços públicos. A ação visa condenar publicamente qualquer retorno ao período associado aos crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura dos anos 1990 pelo regime fujimorista.
A posse presidencial sob alegações de fraude
Os grupos antifujimoristas reafirmaram sua rejeição ativa à tentativa da legitimação do governo ligado a Keiko Fujimori nesta terça – feira (28). Organizações sociais consideram o ato ilegítimo, alertando para os riscos que um possível autoritarismo e impunidade representariam no país em busca por justiça pelos Crimes de Estado passados.
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O cenário político foi marcado pela tensão desde as alegadas fraudes eleitorais levantadas pelo ex – candidato Roberto Sánchez; na época, uma votação havia sido decidida com margem apertada de apenas 40 mil votos.
Apesar dessa profunda desconfiança popular — evidenciada nas ruas —, a posse ocorreu dentro do Congresso Nacional antes mesmo da chegada das delegações internacionais ao Palácio do Governo. Os manifestantes apontaram ainda para o caráter inconsistente dos apelos fujimoristas à reconciliação nacional em meio às violações históricas.
Denúncias contra anistias e abusos institucionais
As organizações sociais também denunciam as iniciativas legislativas que visariam conceder anistia tanto a militares quanto a policiais envolvidos diretamente com graves Violações de Direitos Humanos na história peruana.
Neste contexto, a Coordenação Nacional de Direitos Humanos do Peru (CNDDHH) divulgou um comunicado nesta terça – feira rejeitando veementemente o avanço político da figura. A organização afirmou categoricamente que qualquer governo ligado ao fujimorismo não representa uma nova etapa democrática; pelo contrário, consolidaria apenas mais um projeto autoritário capaz de minar instituições e restringir espaço cívico no país.
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A CNDDHH enfatizou ainda em seu alerta público que é fundamental entender que memória histórica constitui hoje uma barreira intransponível contra os retrocessos ditatoriais.
O grupo também denunciou a persistente criminalização dos protestos pacíficos nas ruas do Peru — além do uso desproporcional da força pelas autoridades policiais. Foi feita menção específica à negligência estatal perante populações vulneráveis, citando como exemplo o caso dos abusos sexuais sofridos por centenas de meninas Awajún na região amazônica peruana.
Diante desse quadro complexo e preocupante para as liberdades civis no país, foi emitido um apelo urgente aos cidadãos: é preciso manter unidade entre organizações sociais e povos indígenas em mobilizações contínuas que exijam verdade plena, justiça efetiva e reparação histórica garantida contra qualquer repetição dessas tragédias.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



