EUA selecionam Aclara para negociar financiamento de projeto com IA para refinar terras raras

A seleção da Aclara marca um passo importante na busca dos EUA por tecnologias inovadoras para garantir o abastecimento de minerais críticos.

23/07/2026 17:21

4 min

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O governo dos Estados Unidos anunciou a seleção da Aclara Resources para iniciar negociações sobre financiamento federal destinado a um projeto que utilizará inteligência artificial para melhorar a separação de terras raras pesadas. A informação foi divulgada pela mineradora em um comunicado ao mercado nesta quinta – feira, 23 de fevereiro de 2026.

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A iniciativa faz parte da Genesis Mission, um programa do Departamento de Energia dos Estados Unidos focado no desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial em áreas estratégicas como energia, ciência e segurança nacional. Contudo, essa seleção ainda não garante a liberação imediata dos recursos; o valor exato, os termos e o cronograma do financiamento serão definidos nas negociações entre o governo americano e a Aclara Technologies, subsidiária da mineradora nos Estados Unidos.

Desenvolvimento do projeto

Na Fase I do projeto, a Aclara terá que desenvolver e demonstrar o funcionamento da tecnologia proposta. Os projetos que apresentarem resultados satisfatórios poderão avançar para a Fase II, onde terão a chance de competir por mais financiamento federal.

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O comunicado não especifica quanto tempo cada fase deverá durar nem o montante de recursos que poderá ser alocado à Aclara.

A passagem para a segunda fase não é garantida. O projeto foi escolhido dentro do programa que visa assegurar o abastecimento de minerais críticos nos Estados Unidos através de tecnologias inovadoras de extração e processamento. A proposta inclui o desenvolvimento e validação de um “gêmeo digital” assistido por inteligência artificial para otimizar circuitos de extração por solventes, processo crucial na separação dos diferentes elementos presentes em uma mistura de terras raras.

Esse gêmeo digital funcionará como uma representação virtual da operação industrial. Com ele, será possível simular o comportamento da planta diante de variações na composição do material processado e nas condições operacionais, permitindo ajustes para garantir a estabilidade e eficiência do processo.

Tecnologia e parcerias envolvidas

De acordo com a Aclara, o sistema irá utilizar dados operacionais da sua planta – piloto na Virginia Tech e ferramentas avançadas desenvolvidas pelo Argonne National Laboratory, laboratório vinculado ao governo americano. A empresa acredita que a inteligência artificial poderá aumentar tanto a recuperação dos minerais quanto a pureza dos produtos finais, além de reduzir a necessidade de intervenções manuais e acelerar os testes em escala – piloto antes da transição para uma operação industrial completa.

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A Aclara Technologies trabalhará em parceria com o Argonne National Laboratory e a Virginia Tech. Essa colaboração combina a experiência industrial da mineradora com as capacidades simulativas do laboratório nacional e os recursos acadêmicos da universidade.

Cadeia produtiva integrada entre Brasil, Chile e Estados Unidos

A seleção do projeto reafirma a estratégia da Aclara de estabelecer uma cadeia verticalmente integrada de terras raras nas Américas. Isso envolve conectar seus projetos minerais no Brasil e no Chile ao processamento e fabricação de materiais com maior valor agregado.

O principal ativo mineral da empresa é o Projeto Carina, situado em Goiás, enquanto também desenvolve o Módulo Penco na região de Biobío, no Chile.

Ambos os projetos estão localizados em depósitos ricos em argilas iônicas que possuem concentrações significativas de terras raras pesadas. A estratégia prevê que tanto Carina quanto Penco produzam carbonatos mistos de terras raras, que serão enviados para uma planta separadora que está sendo planejada pela Aclara nos Estados Unidos.

Nessa unidade americana, os carbonatos mistos serão separados em óxidos individuais com alta pureza. É nessa etapa crucial que a empresa busca aprimorar seu processo utilizando inteligência artificial. Posteriormente, esses óxidos refinados serão transformados em ligas utilizadas na fabricação de ímãs permanentes, atividade que está sendo desenvolvida através de uma joint venture com a chilena CAP, reconhecida pela sua experiência no refino de metais e produção de ferroligas especiais.

Dessa forma, a Aclara planeja atuar em diversas etapas da cadeia produtiva: desde a extração e produção dos carbonatos no Brasil e no Chile até a separação dos elementos nos Estados Unidos e fabricação das ligas para ímãs permanentes.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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