EUA investigam incidente entre jato comercial e helicóptero de Trump durante decolagem

A investigação busca esclarecer como o jato comercial se aproximou do Marine One, destacando preocupações sobre a segurança no tráfego aéreo da região.

Avião comercial passa perto do helicóptero Marine One, que transportava Donald Trump em Washington

Um incidente envolvendo um jato comercial e o helicóptero Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, está sob investigação das autoridades dos Estados Unidos. A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) analisam como a aeronave lotada de passageiros ficou próxima do helicóptero presidencial durante a decolagem.

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No início da tarde de terça – feira, 4 de agosto, o Marine One levantou voo da Ellipse, área ao sul da Casa Branca. Apesar disso, o tráfego aéreo no Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington continuou normalmente por alguns minutos, conforme indicou uma análise da CNN com gravações do controle de tráfego aéreo disponíveis no site ATCcom.

Geralmente, as aeronaves são retidas na pista desse aeroporto, que fica a cerca de cinco quilômetros da residência oficial do presidente, durante a partida do Marine One.

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Investigação em andamento

A FAA emitiu um comunicado afirmando que houve uma “perda momentânea de separação” entre os dois voos, mas que as aeronaves conseguiram se afastar uma da outra sem maiores problemas. “Continuamos analisando o incidente e implementaremos quaisquer medidas corretivas adequadas com base em nossas conclusões”, acrescentou a agência.

Na quarta – feira, 5 de agosto, o NTSB anunciou a abertura de uma investigação sobre o caso. O espaço aéreo congestionado em torno do Aeroporto Nacional Reagan já havia sido criticado anteriormente após um acidente fatal no ano passado entre um helicóptero Blackhawk do Exército dos EUA e um jato regional da American Airlines.

Essa colisão resultou na morte de todas as 67 pessoas a bordo.

Comunicação entre pilotos e controle

A análise das gravações do controle aéreo revelou que os pilotos do Marine One avisaram ao controlador da torre do aeroporto pelo menos três vezes sobre sua iminente decolagem. No entanto, o controlador aparentemente não confirmou o recebimento das mensagens e permitiu que outros voos prosseguissem. Às 14h 31, um dos pilotos comunicou: “Torre, câmbio.

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Marine One, três minutos para a decolagem”, mas não obteve resposta clara.

Momentos depois, os pilotos informaram que estavam partindo segundo a rota planejada. O controlador questionou se eles seguiam conforme o briefing e alertou sobre outro jato que estava decolando. Os pilotos confirmaram ter avistado a aeronave e mantiveram sua posição antes de seguir para a Base Conjunta Andrews, em Maryland, onde Trump embarcou no avião Air Force One rumo a Los Angeles.

A segurança do voo

A FAA ressaltou que houve comunicação entre o controlador de tráfego aéreo e tanto o piloto comercial quanto o piloto do Marine One durante o episódio crítico. Um porta – voz da Casa Branca afirmou que “o voo do Marine One em 4 de agosto foi rotineiro” e não houve atrasos ou mudanças no perfil de voo solicitadas pela torre de controle do aeroporto.

Ainda segundo informações fornecidas pelo corpo militar responsável, todos os voos do Marine One são pilotados por aviadores altamente qualificados e não houve risco à segurança do presidente durante essa ocorrência. A CNN procurou comentários da Envoy Air, American Airlines e Casa Branca sobre o incidente.

Diante dessa situação tensa e complexa no tráfego aéreo próximo à capital americana, as investigações continuarão visando garantir a segurança nas operações aéreas envolvendo figuras públicas importantes como o presidente dos Estados Unidos.