Dólar fecha com queda nesta semana após alta e intervenções norte-americanas

O dólar à vista fechou em leve alta nesta sexta – feira, dia 31, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional.
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A divisa avançou cerca de 0,17%, sendo cotada aos R 5,070 após oscilar entre uma mínima recorde na sessão (R\5,061) e máxima atingida nos R 5,087. Apesar desse movimento positivo para os EUA neste pregão específico, é importante notar que ele encerrou a semana com queda acumulada de -0,21%.
Câmbio brasileiro: Dólar em alta apesar da volatilidade
Em termos globais, o índice dólar (DXY), usado como referência internacional do poder aquisitivo americano frente à cesta das seis moedas principais, subiu ligeiramente por dia. O indicador fechou seus negócios apontando um aumento de 0,07%, chegando aos 99,929 pontos no final dos trabalhos.
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Apesar desse movimento diário e também considerando os fatores externos — onde foi observada uma intervenção planejada pelo Tesouro norte – americano após a forte desvalorização vista na véspera contra o iene —, há dados que mostram tendência negativa para a moeda em períodos maiores.
No acumulado deste ano até agora (em relação ao período inicial), a divisa registra queda total de -7,64%. Além disso, se olharmos apenas por julho, houve uma desvalorização significativa de -1,81%, interrompendo assim sequência anterior com alta.
A taxa Ptax fechou no dia aos R 5,0773; ela também registrou um aumento diário de 0,07% e sofreu recuo maior (-1,92%) somente neste mês do ano passado. Analistas apontam que o movimento da sexta – feira foi marcado pela volatilidade técnica decorrente tanto da formação final da cotação na B 3 quanto pelo atraso inicial dos negócios.
Petróleo volta a subir impulsionado por riscos geopolíticos
Enquanto os mercados cambiais acompanhavam as movimentações americanas — como manutenção das taxas básicas de juros em nível elevado (em discurso rígido feito por dirigentes federais) —, no mercado internacional de commodities houve um forte retorno para preços mais altos.
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Os contratos futuros do petróleo voltaram à alta após uma sessão anterior com queda, sendo puxados principalmente pelos crescentes prêmios associados ao risco geopolítico global. O cenário mundial foi tensionado pelas declarações recentes: o presidente Donald Trump reafirmou seu plano ambicioso e ameaçou atacar “com muita força” contra Irã; ele também manifestou que está perdendo a fé na possibilidade de algum acordo diplomático.
Outro fator crucial é a formação em coalizão marítima pela Arábia Saudita junto a outros 13 países visando proteger as rotas comerciais no Mar Vermelho. Essa aliança surge como resposta direta aos ataques realizados por houthis do Iêmen às embarcações mercantes, mantendo reduzido ainda o fluxo vital pelo Estreito de Ormuz.
O fechamento dos negócios confirmaram essa tendência: os contratos futuros para setembro tiveram alta expressiva. O Brent subiu – e foi cotado nos US 90,12 por barril — enquanto o WTI avançou mais acentuadamente até chegar ao patamar deUS\84,67.
Em julho passado (em comparação), ambos acumularam fortes ganhos significativos.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



